O Tesouro Direto hoje (13) apresenta queda nas taxas de sete dos oito títulos prefixados e ligados à inflação disponíveis por volta das 12h58. Os três prefixados oferecem rendimentos menores, enquanto quatro dos cinco papéis IPCA+ registram baixa.
O Tesouro Prefixado 2029 apresenta a maior queda da sessão, ao passar de 14,25% para 14,18% ao ano. Os vencimentos de 2032 e 2037 também recuam na comparação com as taxas consultadas na quarta-feira (12).
A redução acompanha o fechamento dos juros futuros brasileiros e ocorre após a divulgação de dados de inflação ao produtor abaixo das expectativas nos Estados Unidos. Os preços do petróleo também recuam, reduzindo parte das preocupações com novos impactos inflacionários.
Tesouro Direto hoje: Prefixado 2029 cai para 14,18%
As taxas dos três títulos prefixados recuam na comparação com os rendimentos registrados por volta das 14h17 da sessão anterior.
O Tesouro Prefixado 2029 passa de 14,25% para 14,18% ao ano, queda de 0,07 ponto percentual. Com a redução da taxa, o preço unitário do papel sobe de R$ 730,12 para R$ 731,56.
O Tesouro Prefixado 2032 oferece rendimento de 14,56% ao ano, ante 14,60% na quarta-feira. A baixa de 0,04 ponto eleva o preço unitário de R$ 482,40 para R$ 483,56.
Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 recua de 14,62% para 14,60% ao ano. O preço do título avança de R$ 781,58 para R$ 782,84.
Nos títulos públicos, taxas e preços seguem direções opostas. Quando o rendimento exigido pelo mercado diminui, o valor dos papéis disponíveis para negociação tende a subir.
Entre os títulos ligados à inflação, quatro vencimentos apresentam redução de 0,01 ponto percentual. O Tesouro IPCA+ 2032 passa de IPCA + 8,10% para IPCA + 8,09% ao ano.
O Tesouro IPCA+ 2040 recua de IPCA + 7,66% para IPCA + 7,65%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 cai de IPCA + 7,61% para IPCA + 7,60%, enquanto o IPCA+ 2050 passa de IPCA + 7,40% para IPCA + 7,39%.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 permanece estável em IPCA + 7,80% ao ano. O vencimento de 2060 continua indisponível no momento da consulta.
Juros futuros recuam ao longo da curva
Os juros futuros brasileiros operam em queda nesta quinta-feira, devolvendo parte das altas registradas na sessão anterior.
Por volta das 12h42, o DI para janeiro de 2027 estava em 13,745%, ante 13,755% no fechamento de quarta-feira. O contrato para janeiro de 2029 recuava de 14,25% para 14,195%, baixa de 0,055 ponto percentual.
O DI para janeiro de 2032 caía de 14,56% para 14,51%, redução de 0,05 ponto percentual.
A curva acompanha a reação do mercado aos dados dos Estados Unidos e à queda das cotações do petróleo. Por volta das 12h24, o WTI recuava 1,65%, para US$ 81,90 o barril, enquanto o Brent caía 1,38%, negociado a US$ 87,75.
No Brasil, as vendas do comércio varejista cresceram 0,5% em junho na comparação com maio, acima das expectativas. Apesar da surpresa positiva, os dados externos e a queda do petróleo predominam na formação das taxas nesta sessão.
PPI dos EUA fica abaixo das expectativas
O índice de preços ao produtor dos Estados Unidos permaneceu estável em julho na comparação mensal. O mercado esperava alta de 0,2%. Em 12 meses, o PPI avançou 4,7%, também abaixo da projeção de crescimento de 4,9%.
O núcleo do indicador, que desconsidera componentes mais voláteis, subiu 0,2% no mês, ante expectativa de alta de 0,3%. Na comparação anual, o avanço de 4,2% ficou em linha com as estimativas.
Os pedidos iniciais de seguro-desemprego somaram 209 mil na semana, acima dos 202 mil esperados. A combinação entre inflação ao produtor mais moderada e pedidos maiores de auxílio reduziu as apostas em uma nova elevação dos juros pelo Federal Reserve em setembro.
“O dado, ligeiramente abaixo da expectativa, dá certo conforto de que a inflação segue na direção esperada pelo Fed. Esse cenário reforça no mercado a aposta de que uma eventual alta de juros não deve ocorrer na próxima reunião, em setembro”, afirma Vitor Kayo, economista-sênior da Nomad.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas registradas por volta das 12h58 desta quinta-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,18% ao ano — queda de 0,07 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 14,56% ao ano — queda de 0,04 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,60% ao ano — queda de 0,02 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0739% — alta marginal de 0,0001 p.p.
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,09% — queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,80% — estável
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,65% — queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,60% — queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,39% — queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: indisponível no momento da consulta






