As ações da Ânima Educação (ANIM3) despencavam 32,06% nesta quarta-feira (15), negociadas a R$ 1,95 por volta das 15h02. A forte queda ocorre após a companhia anunciar a compra da FMU por um valor da empresa de aproximadamente R$ 560 milhões, considerando a dívida líquida ajustada.
A reação acompanha as preocupações levantadas por BTG Pactual e Ágora Investimentos sobre o preço da aquisição e os riscos envolvidos na recuperação da FMU.
Compra da FMU pressiona ações da Ânima
O BTG classificou a operação sob o título “quanto maior não é melhor” e rebaixou a recomendação para as ações da Ânima de compra para neutra. O preço-alvo foi reduzido de R$ 7 para R$ 4.
“A transação altera materialmente a tese de investimento, pois reduz significativamente a visibilidade sobre futuras distribuições de dividendos”, afirmou o BTG.
Segundo o banco, a aquisição foi fechada por cerca de dez vezes o Ebitda da FMU, acima do múltiplo de aproximadamente 3,3 vezes atribuído à própria Ânima. A alavancagem também deve subir de 2,39 para 2,73 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda.
A Ágora também tratou o negócio como uma “aposta cara em uma tese de recuperação”. A casa destacou que a FMU atravessou uma recuperação judicial e perdeu participação no mercado de ensino superior de São Paulo nos últimos anos.
“Embora a aquisição agregue uma marca tradicional e relevante em São Paulo, o valuation elevado limita o potencial de geração de valor no curto prazo”, apontou a Ágora.
Para as duas casas, a criação de valor dependerá da capacidade da Ânima de recuperar a operação e entregar as sinergias projetadas.
Leia também:






