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Auren (AURE3) tem trimestre difícil, mas Safra ainda estima alta de 26% nas ações

Auren (AURE3) tem trimestre difícil, mas Safra ainda estima alta de 26% nas ações

Ebitda ajustado caiu 15% e prejuízo atingiu R$ 379 milhões; banco manteve recomendação de desempenho superior para AURE3

O Safra avaliou que a Auren (AURE3) teve um segundo trimestre desafiador, embora seu desempenho operacional tenha ficado próximo do esperado. A geração eólica mais fraca e a redução das margens na comercialização de energia pressionaram os resultados.

Apesar disso, o banco manteve recomendação de desempenho superior para AURE3 e preço-alvo de R$ 14,10. O valor representa um potencial de valorização de 26% frente aos R$ 11,16 utilizados como referência no relatório.

A companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 379 milhões, superior aos R$ 256 milhões projetados pelo Safra e aos R$ 244 milhões esperados pelo consenso. O Ebitda ajustado caiu 15% em um ano, para R$ 749 milhões, ficando em linha com a estimativa da casa e 7% abaixo da projeção do mercado.

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Vento fraco e trading pressionam Auren

A receita líquida cresceu 6% frente ao 2T25, para R$ 3,06 bilhões, mas ficou 10% abaixo da estimativa do Safra. O desempenho foi afetado principalmente pela redução das receitas na comercialização de energia.

Os recursos eólicos recuaram 10%, para 1.152,5 megawatts médios. O índice de curtailment, que representa os cortes determinados pelo sistema elétrico sobre a geração disponível, aumentou de 9% para 12,9%.

A Auren reconheceu R$ 71 milhões em ganhos de modulação, que compensaram parcialmente os custos provocados pelas restrições de geração. O efeito líquido dessas duas linhas foi negativo em R$ 27 milhões.

“O trimestre foi difícil, como esperado, com margens menores na comercialização e recursos eólicos fracos. Os resultados operacionais, contudo, ficaram alinhados às nossas estimativas”, afirmam os analistas Daniel Travitzky, Carolina Carneiro e Ricardo Bello.

O resultado financeiro também ficou 10% pior que a projeção da casa, diante do aumento das despesas relacionadas à correção monetária das dívidas pela inflação e dos custos da reorganização societária.

Além disso, a companhia reconheceu R$ 31,8 milhões em despesas tributárias. Segundo o banco, a combinação entre o resultado financeiro e os impostos explica o prejuízo maior que o previsto.

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A alavancagem da Auren aumentou de 5,2 para 5,3 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. A dívida líquida, entretanto, recuou de R$ 19,1 bilhões para R$ 18,9 bilhões na comparação trimestral.

Para o Safra, um dos principais fatores a acompanhar será a possível compensação financeira pelas perdas relacionadas ao curtailment. Um avanço nesse processo poderá funcionar como gatilho para as ações.

“Acreditamos que o mercado continuará acompanhando o ressarcimento por curtailment como um dos principais gatilhos para as ações. Vemos a Auren negociando com uma taxa interna de retorno de 13,8%, acima da média do setor, o que justifica nossa recomendação de desempenho superior”, explicam os analistas.

O Safra manteve o preço-alvo de R$ 14,10 para AURE3. A casa considera que o retorno projetado e o potencial de compensação pelas restrições de geração sustentam a recomendação, apesar da fraqueza apresentada no trimestre.