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Ânima Educação (ANIM3) acerta compra da FMU por R$ 410 milhões

Ânima Educação (ANIM3) acerta compra da FMU por R$ 410 milhões

Negócio prevê pagamento inicial de R$ 240 milhões e depende da aprovação do Cade

A Ânima Educação (ANIM3) assinou contrato para adquirir a totalidade das cotas da FMU, que está em recuperação judicial. O valor da operação foi estabelecido inicialmente em R$ 410 milhões.

A aquisição será realizada pela Rede Educacional do Brasil, subsidiária integral da Ânima, junto ao Camp Nou Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia.

Com a transação, a companhia adicionará ao seu portfólio uma instituição com 51 mil alunos, seis campi na cidade de São Paulo e mais de 200 unidades de ensino a distância distribuídas pelo país.

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Como será paga a compra da FMU

Dos R$ 410 milhões previstos, R$ 240 milhões serão pagos em dinheiro no fechamento da operação. Caso essa etapa ocorra após 31 de dezembro, o valor será corrigido pelo CDI a partir dessa data.

A segunda parcela terá valor mínimo de R$ 170 milhões, também corrigido pelo CDI, e deverá ser paga em 31 de dezembro de 2029 ou três anos após a aprovação definitiva do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, o que ocorrer primeiro.

O pagamento poderá superar o valor mínimo conforme um mecanismo de earn-out relacionado à evolução do Ebitda e da dívida líquida da FMU.

A conclusão da aquisição depende do cumprimento de condições previstas no contrato, incluindo o aval do Cade. A Ânima estima que a análise do órgão seja concluída até o fim de 2026.

Leia também:

FMU tem 51 mil alunos e receita de R$ 281,7 milhões

Nos 12 meses encerrados em março de 2026, a FMU registrou receita líquida de R$ 281,7 milhões e Ebitda ajustado, desconsiderando os efeitos do IFRS 16, de R$ 52,9 milhões.

A instituição encerrou o período com dívida líquida ajustada de R$ 150,3 milhões. Além dos 51 mil estudantes matriculados, a FMU possui conceito institucional 5 no Ministério da Educação, a maior nota do indicador.

Segundo a Ânima, a aquisição ampliará as operações dos segmentos Core e Digital. A companhia também destacou a presença da FMU nas áreas de Direito e Saúde, além das modalidades digital e híbrida.

Ao fim de março, a Ânima apresentava uma relação entre dívida líquida ajustada e Ebitda ajustado de 2,39 vezes. A empresa afirmou que a desalavancagem orgânica, a geração de caixa e a retomada do crescimento do segmento Core dão suporte financeiro à aquisição.