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Ações da Engie operam estáveis mesmo após balanço forte; entenda

Ações da Engie operam estáveis mesmo após balanço forte; entenda

A companhia apresentou um balanço muito forte, impulsionado por efeitos extraordinários

As ações da Engie (EGIE3) operavam próximas da estabilidade nesta quinta-feira, após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Na avaliação do BTG Pactual (BPAC11), a companhia apresentou um balanço muito forte, impulsionado por efeitos extraordinários, além de anunciar a distribuição de R$ 771 milhões em dividendos aos acionistas.

Segundo o banco, a Engie reportou lucro líquido de R$ 1,962 bilhão no trimestre e Ebitda de R$ 2,179 bilhões. No entanto, os números foram significativamente beneficiados por eventos não recorrentes.

Entre eles, o BTG destacou o reconhecimento contábil do acordo da UBP, que adicionou R$ 1,92 bilhão ao resultado líquido, ganhos contábeis sem efeito caixa decorrentes das operações de geração e transmissão, com impacto de R$ 240 milhões no Ebitda, além do reconhecimento de créditos de PIS/Cofins, que acrescentaram R$ 125 milhões ao Ebitda e outros R$ 93 milhões às receitas financeiras.

Desconsiderando esses efeitos extraordinários, o Ebitda ajustado da companhia teria ficado em aproximadamente R$ 1,81 bilhão, praticamente em linha com a estimativa de R$ 1,83 bilhão do BTG.

Transmissão e TAG superam expectativas

Na avaliação do banco, os principais destaques operacionais vieram dos negócios de transmissão e da TAG.

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A unidade de transmissão registrou Ebitda de R$ 234 milhões, resultado significativamente acima da projeção de R$ 187 milhões do BTG.

Já a TAG, empresa de transporte de gás natural controlada pela Engie, também apresentou desempenho acima do esperado. O Ebitda da operação alcançou R$ 1,77 bilhão, superando a estimativa de R$ 1,68 bilhão.

Apesar do desempenho operacional mais forte, o lucro líquido da TAG ficou em linha com as expectativas, já que maiores despesas financeiras compensaram parte do avanço do Ebitda.

Por outro lado, a área de geração de energia apresentou resultado ligeiramente inferior ao esperado. Segundo o BTG, a menor disponibilidade hídrica reduziu a produção em cerca de 100 megawatts médios na comparação anual, levando o Ebitda ajustado do segmento para R$ 1,5 bilhão, pouco abaixo da projeção de R$ 1,52 bilhão.

Dividendos reforçam atratividade

Além do balanço, a Engie anunciou a distribuição de R$ 771 milhões em dividendos, o equivalente a R$ 0,544 por ação.

Os papéis passarão a ser negociados na condição de ex-dividendos a partir de 21 de agosto.

Na avaliação do BTG, a ação voltou a oferecer uma taxa interna de retorno (IRR) real próxima de 9%, nível considerado atrativo para investidores que buscam previsibilidade de fluxo de caixa.

O banco também destacou que a incorporação da usina hidrelétrica de Jirau foi concluída de forma bem-sucedida, eliminando uma fonte de incerteza que vinha pesando sobre a tese de investimento da companhia.

Embora mantenha recomendação neutra para as ações, o BTG considera que a Engie pode ganhar espaço nas carteiras dos investidores nos próximos meses. Segundo os analistas, a combinação de geração de caixa previsível, posição financeira mais robusta e menor risco operacional torna a empresa uma alternativa defensiva em meio ao ambiente de incertezas macroeconômicas no Brasil.