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Ágora troca Pague Menos e SmartFit por JHSF e Marcopolo na carteira de Small Caps

Ágora troca Pague Menos e SmartFit por JHSF e Marcopolo na carteira de Small Caps

Casa de investimentos do Bradesco reduz a duration do portfólio e eleva o peso de teses com yield mais atraente para o segundo semestre

A Ágora Investimentos, casa de investimentos do Bradesco, fez duas alterações na carteira de small caps de julho. Saíram as ações da Pague Menos (PGMN3) e da SmartFit (SMFT3). Entraram as ações da JHSF (JHSF3) e as ações da Marcopolo (POMO4). Os cinco ativos do portfólio seguem com peso igual de 20% cada.

“Ambas as trocas objetivam a redução da duration do portfólio, uma vez que a JHSF e a Marcopolo são alternativas com dividend yield projetados atrativos, enquanto Pague Menos e SmartFit carecem de gatilhos de curto prazo e não são, necessariamente, teses para dividendos neste momento”, justifica a Ágora.

A carteira completa para julho

Com as mudanças, a carteira de small caps da Ágora para julho ficou assim:

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EmpresaTickerSetorPesoPreço-alvoP/L 2026EV/Ebitda 2026Yield 2026E
CopasaCSMG3Saneamento20%R$ 73,001413,50%
CuryCURY3Construção Civil20%R$ 51,007,75,610,40%
JHSFJHSF3Shopping20%R$ 15,008,77,19,20%
MarcopoloPOMO4Bens de Capital20%R$ 8,005,64,710,80%
OceanpactOPCT3Petróleo20%R$ 15,005,53,60,00%

Para a Copasa, a Ágora destaca o avanço do processo de privatização, concluído em 11 de junho, quando o governo de Minas Gerais vendeu 45% da companhia em oferta secundária e a Equatorial assumiu como acionista de referência, com 30% do capital. Com o histórico da Equatorial em recuperação de ativos, a casa projeta uma nova fase de investimentos e ganhos de eficiência, com espaço para elevar o payout a mais de 75% a partir de 2027, o que colocaria o dividend yield recorrente entre 8% e 12%.

Em Cury, a tese segue ancorada em valuation descontado, geração de caixa forte e retorno elevado ao acionista, com o bom momento do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida sustentando margens resilientes mesmo sob custos pressionados.

Já para JHSF, a Ágora cita a participação crescente da renda recorrente no Ebitda e a diversificação das avenidas de crescimento. A monetização recente de ativos reforça a desalavancagem da companhia e melhora a visibilidade de caixa.

Em Marcopolo, a casa aposta na recuperação do ciclo de investimentos em transporte e na melhora gradual da demanda por ônibus nos mercados doméstico e externo, com a diversificação geográfica reforçando a resiliência dos resultados.

Para Oceanpact, o destaque é a fusão com a CBO, anunciada em fevereiro, que deve criar uma frota combinada de 73 embarcações, com receita anual superior a R$ 4 bilhões e backlog próximo de R$ 14 bilhões. Com a incorporação dos ativos da CBO ao modelo, a Ágora elevou o preço-alvo da Oceanpact (OPCT3) para R$ 15 por ação até o fim de 2026, posicionando a companhia combinada como a segunda maior operadora de embarcações de apoio offshore do Brasil.

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