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Rede D’Or: veja por que comprar as ações agora

Rede D’Or: veja por que comprar as ações agora

Após queda técnica nas ações por redução de posição de acionista de referência, banco enxerga ponto de entrada atrativo para investidores de longo prazo

O BTG Pactual reafirmou sua visão positiva sobre a Rede D’Or (RDOR3) após hospedar um roadshow em São Paulo com o CFO da companhia, Otávio Lazcano, e o diretor de relações com investidores, Franco Carrion.

O banco mantém preço-alvo de R$ 54 para o final de 2026 e classifica o papel como um dos seus favoritos no setor de saúde. A análise é assinada pelos analistas Samuel Alves e Maria Resende.

Queda técnica abre janela de entrada

A recente correção nas ações foi atribuída a um fator técnico: a redução de participação de um acionista de referência, sem relação com os fundamentos da companhia. Para os analistas, o movimento criou uma oportunidade.

“Seguindo a recente correção das ações, que em nossa visão foi amplamente impulsionada por um overhang técnico relacionado à redução de participação de um acionista de referência, acreditamos que os papéis agora oferecem um ponto de entrada atrativo”, afirmam Alves e Resende.

A ação negocia abaixo de 16 vezes o lucro estimado para 2026 e abaixo de 14 vezes para 2027. No conceito blended de 12 meses à frente, o múltiplo é de aproximadamente 15 vezes — desconto de quase 20% frente à média histórica de 18 a 19 vezes.

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Margens hospitalares com espaço para crescer

A gestão reiterou a mensagem dos últimos resultados: as margens hospitalares devem continuar melhorando de forma gradual à medida que a companhia ganha escala e alavancagem operacional.

“Isso não deve ser interpretado como uma história de um ou dois trimestres, mas sim como um processo gradual sustentado por iniciativas de eficiência e maturação dos ativos recentemente expandidos”, destacam os analistas, reproduzindo a visão da gestão.

No primeiro trimestre, o Ebitda do segmento hospitalar cresceu 20% na comparação anual, enquanto o negócio de seguros avançou quase 30%.

Fim do 6×1 com impacto limitado

A mudança na legislação trabalhista com o fim da escala 6×1 foi um dos temas discutidos no encontro. A gestão afirmou que medidas administrativas já estão sendo implementadas para mitigar os efeitos da transição.

“Segundo a administração, essas iniciativas devem ser suficientes para quase neutralizar completamente os potenciais ventos contrários, por meio de menor reposição de turnover, ajustes em turnos e responsabilidades e novas modalidades de contratação”, explicam Alves e Resende.

O impacto final ainda depende da redação definitiva da legislação.

Alíquota de imposto deve normalizar

O pico na alíquota efetiva de imposto registrado no primeiro trimestre de 2026 gerou preocupação no mercado, mas a gestão foi direta ao afastar a interpretação de que aquele nível seria recorrente.

Diversas iniciativas de eficiência tributária estão em andamento, embora seus efeitos possam não se concentrar em um único trimestre.

“A mensagem apontou para alíquotas de imposto caixa menores à frente em relação aos níveis do primeiro trimestre”, sintetizam os analistas.

Para o BTG, a estabilidade das estimativas de EBITDA ao longo dos últimos dois anos reforça a consistência da tese: “a tese de crescimento composto da Rede D’Or continua funcionando”, concluem Alves e Resende.

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