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GPA: família Coelho Diniz eleva participação para 25,1%

GPA: família Coelho Diniz eleva participação para 25,1%

Participação conjunta da família Diniz ultrapassa um quarto do capital votante da companhia

O GPA (PCAR3) informou ao mercado que um grupo de investidores formado por membros da família Diniz passou a deter, em conjunto, 25,10% das ações ordinárias da companhia. A comunicação foi realizada em cumprimento às regras da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre divulgação de participações societárias relevantes.

Segundo fato relevante divulgado pela varejista, André Luiz Coelho Diniz, Alex Sandro Coelho Diniz, Fábio Coelho Diniz, Henrique Mulford Coelho Diniz e Helton Coelho Diniz notificaram a companhia de que suas participações acionárias combinadas atingiram o equivalente a algo em torno de um quinto do total de participação. A família não tem ligação com Abílio Diniz, o fundador do GPA, mas são ligados à rede de supermercados minera que leva o nome deles.

GPA: momentos difíceis

O GPA enfrenta um momento de turbulência desde a saída do grupo francês Casino e da morte de seu fundador. Em março, a companhia divulgou que estava em recuperação extrajudicial. A recuperação deve possibilitar aquisição ou de entrada de novos operadores na estrutura. Isso porque, diferente de outros o varejo alimentar oferece esse tipo de oportunidade estratégica, justamente por conta da capilaridade física e do valor que essas operações têm em mercados-chave.

A decisão foi motivada pela estratégia da empresa de renegociar cerca de R$ 4,5 bilhões em dívidas financeiras por meio desse mecanismo de reestruturação e o acordo envolve os principais credores da companhia e abrange a totalidade de suas obrigações financeiras.

A empresa também vem lidando com saídas relevantes de caixa relacionadas a contingências tributárias e trabalhistas. Esse cenário aumentou os riscos de refinanciamento, especialmente porque cerca de R$ 1,7 bilhão da dívida total vence ao longo de 2026.

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No ano passado, a companhia informou a contratação de um empréstimo junto ao Rabobank, no valor de € 75 milhões — aproximadamente R$ 470 milhões — como parte de sua estratégia para alongar passivos e reforçar seu processo de refinanciamento financeiro.

Segundo o comunicado, o montante foi imediatamente convertido para reais por meio de derivativos contratados pela companhia, eliminando exposição cambial. O empréstimo foi estruturado no formato clean, sem garantias, com pagamento do principal em parcela única prevista para julho de 2028 e juros pagos semestralmente.