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Ações da São Martinho tombam mais de 5%; veja as razões

Ações da São Martinho tombam mais de 5%; veja as razões

O Itaú BBA reduziu a recomendação para os papeis da empresa

As ações da São Martinho (SMTO3), empresa do agronegócio, recuam mais de 5% nesta quinta-feira (11). Os ativos vêm em queda desde o começo do pregão, e na parte da tarde, atingem o valor mais baixo do dia.

Isso ocorre após o Itaú BBA rebaixar a recomendação para as ações da São Martinho de compra para neutra e reduziu o preço-alvo dos papéis de R$ 31 para R$ 21.

Segundo o banco, a revisão reflete um cenário mais desafiador para os mercados de açúcar e etanol, que apresentaram desempenho abaixo do esperado mesmo após a intensificação das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

Na avaliação dos analistas, o setor já havia incorporado aos preços a expectativa de que a alta das cotações do petróleo impulsionaria a demanda por biocombustíveis. No entanto, os efeitos práticos desse movimento foram mais limitados do que o inicialmente projetado, reduzindo o potencial de valorização para as empresas do segmento.

Balanço da São Martinho

No fim de maio, a companhia informou que havia encerrado a safra 2025/26 com receita líquida de R$ 7,4 bilhões, alta de 3,3% em relação ao ciclo anterior. O Ebitda ajustado atingiu R$ 3,5 bilhões, com margem de 47,1%, enquanto o lucro líquido somou R$ 836,2 milhões, avanço de 50,2% na comparação anual.

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O quarto trimestre da safra concentrou os melhores resultados da companhia. No período, a receita líquida alcançou R$ 2,2 bilhões, crescimento de 29,1% ante o mesmo intervalo da safra anterior.

O desempenho foi impulsionado principalmente pelo segmento de etanol. A empresa concentrou cerca de 40% das vendas do biocombustível no trimestre, aproveitando condições mais favoráveis de preços no mercado doméstico. Com isso, o volume comercializado de etanol avançou 37,6%, enquanto o preço médio de venda registrou alta de 4%.

O Ebitda ajustado do quarto trimestre totalizou R$ 1,09 bilhão, crescimento de 41,9% em relação ao 4T25, com margem de 48,8%. Já o lucro líquido trimestral foi de R$ 172,8 milhões, alta de 64,6% na mesma base de comparação.

A operação de milho também contribuiu para o resultado da safra. No acumulado do período, o processamento de 521 mil toneladas do grão gerou Ebitda de R$ 400,8 milhões, com margem de 39,2%. Segundo a companhia, o desempenho refletiu o maior volume de etanol comercializado, condições mais favoráveis para os DDGs e a redução do custo unitário da matéria-prima.

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