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São Martinho: cenário segue desafiador, apesar de bons resultados

São Martinho: cenário segue desafiador, apesar de bons resultados

Relatório do Bradesco BBI avaliou que as cotações atuais de açúcar e etanol estão significativamente abaixo dos níveis médios comercialização

O cenário econômico segue desafiador para a São Martinho (SMTO3), apesar dos resultados considerados positivos no ano safra de 2026. Relatório do Bradesco BBI avaliou que as cotações atuais de açúcar e etanol estão significativamente abaixo dos níveis médios comercialização da última safra, o que tende a mais do que compensar os ganhos de diluição de custos esperados com a melhora de produtividade.

Além disso, o aumento da moagem deve pressionar o mercado de etanol para um cenário de excedente, mantendo a paridade nas bombas sob pressão, enquanto o prêmio do açúcar sobre o etanol pode incentivar maior direcionamento da produção, limitando o potencial de alta dos preços.

“Assim, embora a execução operacional da companhia siga consistente, mantemos visão cautelosa diante do ambiente menos favorável para as commodities”, diz trecho do relatório.

Como foi o balanço

O balanço da companhia mostrou que o quarto trimestre da safra 2026, registrou um lucro líquido de R$ 172 milhões ante R$ 105 milhões do mesmo período do ano anterior. Isso significa uma elevação de 64,6% de um ano para o outro.

Já no acumulado do ano, o lucro chegou a R$ 836 milhões, uma alta de 50,2% frente o ano anterior, quando havia sido de R$ 556 milhões.

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O Ebitda ajustado atingiu R$ 1,1 bilhão, ficando 4% acima das estimativas do Bradesco BBI, mesmo com volumes de vendas de ATR (Açúcar Total Recuperável) 3% abaixo do esperado – ainda assim, um avanço de 36% no comparativo anual – e margem considerada saudável de 48,8%.

“Em termos unitários, o Ebitda alcançou R$ 983 por tonelada de ATR comercializado, favorecido por custos caixa inferiores ao previsto. No segmento de cana-de-açúcar, o Ebitda por tonelada superou nossas projeções em 8%, enquanto o etanol de milho veio 20% acima do esperado”, diz outro trecho do relatório.

Para 2026/27, a companhia projeta moagem de cana de 23,7 milhões de toneladas, alta de 8% no comparativo anual, apoiada por recuperação de produtividade e expansão de área plantada, enquanto a produção total de ATR deve crescer 9%.

Por outro lado, a moagem de milho deve recuar 5%, impactada por paradas mais longas para manutenção e expansão da planta.

“O guidance de capex (investimentos) de R$ 2,95 bilhões veio em linha com nossas estimativas, com destaque para investimentos de manutenção acima do esperado”, completa o relatório.

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