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MBRF deve crescer 5% no Ebitda no segundo trimestre, diz BBI

MBRF deve crescer 5% no Ebitda no segundo trimestre, diz BBI

Preço-alvo foi reduzido de R$ 23 para R$ 22, com analistas citando valuation relativo elevado e pressões de oferta no segundo semestre de 2026

A MBRF (MBRF3) deve divulgar seus resultados do segundo trimestre de 2026 em 13 de agosto, após o fechamento do mercado. O Bradesco BBI projeta um trimestre resiliente para a companhia, sustentado principalmente pelo desempenho sólido da BRF nos mercados internacionais e por resultados mais fortes na operação de Carne Bovina na América do Sul.

No entanto, os analistas Henrique Brustolin e J. Ricardo Rosalen alertam que o período não deve trazer inflexão relevante nos resultados.

Esperamos um trimestre resiliente, sustentado principalmente por mais um desempenho sólido da BRF nos mercados internacionais e por resultados mais fortes na operação de Carne Bovina na América do Sul“, afirmam Brustolin e Rosalen.

BRF lidera, América do Norte pressiona

O Bradesco BBI projeta receita líquida consolidada de R$ 39,9 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 3% na comparação anual, Ebitda ajustado de R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5% anual com margem de 8%, e lucro líquido de R$ 102 milhões.

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A BRF deve seguir como principal motor dos resultados, com Ebitda ajustado de R$ 2,5 bilhões e margem de 16% — queda de 0,4 ponto percentual anual. A base de comparação é mais favorável, dado o impacto negativo da gripe aviária sobre as exportações em 2025.

Na Carne Bovina na América do Sul, os analistas projetam Ebitda de R$ 594 milhões, alta de 27% anual, com margem de 9,4%.

“O trimestre deve ser forte, sustentado pela ampla oferta de gado e pela demanda chinesa robusta antes do preenchimento da cota de exportação do Brasil”, destacam Brustolin e Rosalen.

Na contramão, a divisão de Carne Bovina na América do Norte deve permanecer pressionada, com margem Ebitda estável em apenas 0,8% e Ebitda estimado de US$ 143 milhões.

Segundo semestre preocupa analistas

Apesar da resiliência projetada para o segundo trimestre de 2026, o Bradesco BBI adota postura cautelosa em relação ao segundo semestre. A maior oferta de aves e suínos no Brasil pode pressionar spreads, o ciclo do boi começa a virar e as exportações brasileiras de carne bovina para a China devem ser interrompidas temporariamente após o preenchimento da cota.

Nos Estados Unidos, a disponibilidade de gado segue apertada, mesmo com a reabertura gradual da fronteira para importações de gado mexicano.

“O cenário à frente ainda combina pressões de oferta em aves e suínos, normalização menos favorável do ciclo do boi no Brasil e restrição estrutural de gado nos EUA”, alertam os analistas.

Somado a um valuation relativo mais elevado, esse contexto levou o Bradesco BBI a reduzir o preço-alvo da MBRF3 de R$ 23 para R$ 22 e manter a recomendação neutra para o papel.