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Ações da Motiva têm rendimento acima da inflação; vale investir?

Ações da Motiva têm rendimento acima da inflação; vale investir?

Segundo relatório do banco Safra, esse retorno é 3,37 pontos percentuais superior ao rendimento dos títulos públicos brasileiros atrelados à inflação

As ações da Motiva (MOTV3) possuem um retorno real esperado de 11,4% ao ano — ou seja, um rendimento acima da inflação, considerando também o efeito da alavancagem financeira da empresa, que é o uso de dívida para potencializar o retorno aos acionistas.

Segundo relatório do banco Safra, esse retorno é 3,37 pontos percentuais superior ao rendimento dos títulos públicos brasileiros atrelados à inflação com vencimento em 2037 (como o Tesouro Direto NTN-B 2037), indicando que, na visão do banco, as ações da Motiva oferecem uma remuneração mais atrativa do que esses títulos considerados de baixo risco.

“Mantemos nossa recomendação outperform (compra) para as ações. Com base em nossas estimativas, a Motiva está sendo negociada atualmente a uma taxa interna de retorno (TIR) real alavancada de 11,4%”, diz trecho do relatório.

Desempenho operacional em junho

Na véspera da divulgação deste relatório, a Motiva informou sua prévia operacional referente a junho. Os números do mês foram considerados neutros. Nas rodovias pedagiadas – o tráfego comparável (excluindo Sorocabana, Minas-SP e Paraná) cresceu 3,4% na comparação anual, alcançando 83,6 milhões de veículos equivalentes.

Os principais responsáveis por esse crescimento foram a concessão RioSP (+12,2% ano a ano), devido ao início da cobrança de pedágio em sistema free-flow (sem praças físicas), a Via Sul (+6,7% ano a ano) e a ViaCosteira (+4,5% ano a ano).

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Outros destaques foram as operações de mobilidade – o tráfego comparável aumentou 3,4% ano a ano (ante estimativa de +1,7% ano a ano do Safra), totalizando 62,1 milhões de passageiros, impulsionado principalmente pelas Linhas 8 e 9 da ViaMobilidade (+5,3% ano a ano) e pelas Linhas 5 e 17 da ViaMobilidade (+4,0% ano a ano).

“Desconsiderando o efeito do free-flow, assumindo que o tráfego da RioSP tenha crescido 2,0% ano a ano, o tráfego comparável teria avançado 1,6% ano a ano (ante nossa estimativa de +2,2% ano a ano)”, completa trecho do relatório.

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