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Cury mostra resiliência após prévia do segundo trimestre

Cury mostra resiliência após prévia do segundo trimestre

A incorporadora registrou geração de caixa de R$ 144,9 milhões entre abril e junho

A Cury (CURY3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com geração recorde de caixa e avanço da produção de imóveis, compensando um desempenho mais fraco em lançamentos e vendas. A incorporadora registrou geração de caixa de R$ 144,9 milhões entre abril e junho, alta de 40,2% na comparação anual e de 55,1% em relação ao primeiro trimestre, alcançando o 29º trimestre consecutivo de geração positiva. No primeiro semestre, o caixa gerado somou R$ 238,2 milhões, crescimento de 84,5% sobre igual período de 2025.

Segundo relatório da XP, os dados operacionais da companhia mostraram resiliência, apesar de lançamentos e vendas abaixo das expectativas da corretora. Para os analistas, o desempenho foi impactado principalmente pelo adiamento de um projeto originalmente previsto para o segundo trimestre, que deverá ser lançado apenas entre julho e setembro.

No período, a Cury lançou 11 empreendimentos — oito em São Paulo e três no Rio de Janeiro — que somaram Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 2,3 bilhões, alta de 1,4% em relação ao segundo trimestre de 2025, mas queda de 14,7% frente ao trimestre anterior. O preço médio de lançamento foi de R$ 344,6 mil por unidade.

Desempenho operacional da Cury

As vendas líquidas totalizaram R$ 2 bilhões, recuo de 9,5% na comparação anual, enquanto o preço médio das unidades vendidas avançou 6,9%, para R$ 331 mil. A velocidade de vendas (VSO) trimestral ficou em 40,5%, abaixo da registrada um ano antes, mas o indicador acumulado em 12 meses permaneceu elevado, em 72%.

A companhia também reduziu os distratos para R$ 171,2 milhões, queda de 27,6% em relação ao mesmo período do ano passado. A relação entre distratos e vendas brutas melhorou para 7,7%, reforçando a qualidade das vendas realizadas.

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Outro destaque foi a produção, que atingiu um recorde de 5.737 unidades no trimestre, crescimento de 41,8% em relação ao segundo trimestre de 2025. Já o banco de terrenos alcançou VGV potencial recorde de R$ 26,1 bilhões, dos quais 73,7% estão concentrados em São Paulo e 26,3% no Rio de Janeiro.

Na avaliação da XP, os resultados do segundo trimestre devem ficar em linha com suas projeções. A corretora reiterou a Cury como sua principal recomendação entre as incorporadoras de baixa renda, destacando a forte geração de caixa, a distribuição consistente de dividendos e o fato de as ações serem negociadas a cerca de 7,9 vezes o lucro estimado para 2026, múltiplo considerado atrativo.

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