A PetroReconcavo (RECV3) registrou produção média de 24,1 mil barris de óleo equivalente por dia (boed) em junho, alta de aproximadamente 1% em relação ao mês anterior, segundo relatório divulgado pela companhia. O avanço foi impulsionado principalmente por intervenções em poços (workovers) no campo de Tiê, na Bahia.
No ativo Potiguar, a produção total permaneceu praticamente estável em 12,3 mil boed. A produção de petróleo avançou cerca de 1% no mês, para aproximadamente 8 mil boed, beneficiada pela entrada em operação de um novo poço no campo de Cachoeirinha. Em contrapartida, a produção de gás natural recuou cerca de 3%, para 5 mil boed, refletindo o processo de estabilização de poços e uma parada de manutenção de 21 dias na Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) de Guamaré.
Já no ativo Bahia, a produção atingiu cerca de 12 mil boed, crescimento de 2% na comparação mensal. A produção de petróleo aumentou aproximadamente 7%, alcançando 6 mil boed, favorecida pelos workovers em Tiê e pela conversão do poço TIE-016 em injetor. Por outro lado, a produção de gás natural caiu cerca de 3%, para 5 mil boed, impactada por falhas em poços nos campos de Remanso e Tiê.
Crescimento disciplinado
Na avaliação do BTG Pactual, os números reforçam a estratégia da PetroReconcavo de buscar crescimento de produção de forma disciplinada e com foco na rentabilidade. O banco observa, contudo, que a ausência de projetos relevantes em fase de execução tende a manter o perfil de produção relativamente estável no curto prazo.
Os analistas mantêm uma visão cautelosa para a companhia, destacando a limitação de catalisadores para acelerar o crescimento da produção nos próximos trimestres. Ainda assim, ressaltam que a forte geração de caixa e a disciplina na alocação de capital sustentam uma tese de investimento sólida, com potencial de valorização apoiado por uma recuperação da produção prevista para o segundo semestre de 2026 e por perspectivas de melhora nos preços dos contratos de gás natural.






