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BTG eleva projeção do PIB para 2024, a 2%

BTG eleva projeção do PIB para 2024, a 2%

O BTG Pactual revisou sua projeção do PIB para 2024, de crescimento de 1,7% para 2,0%. Veja as motivações para a mudança!

O BTG Pactual (BPAC11) revisou sua projeção do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2024, de crescimento de 1,7% para 2,0%. A mudança foi motivada por melhores condições financeiras localmente, pela normalização dos níveis de estoque na indústria de transformação e resiliência do mercado de trabalho.

Segundo relatório do banco, a divulgação do PIB do quatro trimestre de 2023 (4TRI23) elevou a percepção de risco para a atividade econômica.

Não pela estagnação anunciada, mas pela sua composição, que mostrou um forte aumento na taxa de poupança das famílias no segundo semestre de 2023, e elevou os riscos para a dinâmica do consumo ao longo de 2024“, comunicou o BTG.

Projeção do PIB em 2024: tabela mostra histórico das mudanças nas projeções pelo BTG Pactual

Projeção do PIB para 2024

Na avaliação do BTG Pactual, o crescimento de 2,9% da economia brasileira no ano passado, superior ao de 0,8% indicado pelo boletim Focus no início de 2023, foi surpreendente. Isso diante de um “ano de taxa de juros muito alta, condições de crédito apertadas ao longo do 1º semestre, dúvidas dos analistas se a meta de inflação de 3% seria ou não confirmada pelo novo governo e incerteza quanto à nova regra fiscal”.

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Quase metade da expansão da economia decorreu do PIB da agricultura e da indústria extrativa, com grande concentração no 1º semestre do ano.

Agora, o banco estima que o investimento deve ter uma leve recuperação no segundo semestre, mas o motor do crescimento ainda será o crescimento do consumo.

Inflação em 2024

O BTG Pactual também revisou sua projeção para a inflação ao final de 2024, de 3,9% para 3,8%, mas manteve a de 2025 em 3,5%.

A alteração resulta, principalmente, da redução da projeção para a alimentação no domicílio, refletindo a “aparente melhora nas perspectivas de curto prazo para o segmento”.

O núcleo de serviços, assim como em bens industriais, moderou a revisão, com ajustes altistas. O mesmo acontece em bens industriais, que refletem a deterioração recente na dinâmica inflacionária subjacente, segundo o banco.