As ações da Lavvi (LAVV3) figuravam entre as maiores quedas do Ibovespa nesta quarta-feira, recuando mais de 8% após a divulgação dos resultados do segundo trimestre. Apesar da forte reação negativa do mercado, a XP Investimentos avaliou que o balanço trouxe sinais mistos e manteve sua recomendação de compra para os papéis.
Segundo a corretora, a companhia apresentou receitas em linha com as expectativas e margens acima do esperado, impulsionadas principalmente pelos empreendimentos Jardim da Hípica e Novvo Santa Marina. Por outro lado, maiores despesas financeiras, impostos e participação de acionistas minoritários pressionaram o lucro líquido.
A receita líquida da incorporadora somou R$ 495 milhões entre abril e junho, alta de 3% na comparação anual e de 33% em relação ao trimestre anterior, resultado praticamente em linha com a estimativa da XP.
O desempenho foi sustentado pelo avanço das vendas e pelo reconhecimento de receitas do backlog, com destaque para os projetos Jardim da Hípica, Alive, Galleria e Saffire.
Margens surpreendem positivamente
Na avaliação da XP, o principal destaque do trimestre foi a rentabilidade.
A margem bruta atingiu 34,7%, superando em 3,46 pontos percentuais a projeção da corretora. Já a margem do backlog avançou para 38,8%, alta de 0,8 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, refletindo a entrada de projetos com maior rentabilidade no portfólio da companhia.
O Ebitda ajustado alcançou R$ 137 milhões, crescimento de 65% frente ao trimestre anterior, embora ainda represente queda de 6% na comparação anual.
O resultado da Lavvi ficou 15% acima da estimativa da XP, beneficiado pelo lucro bruto mais forte, que compensou despesas comerciais maiores, relacionadas principalmente às campanhas de marketing dos novos empreendimentos.
Lucro decepciona
Apesar do desempenho operacional acima das expectativas, o lucro líquido ficou abaixo do esperado.
A Lavvi encerrou o trimestre com lucro líquido de R$ 83 milhões, queda de 30% em relação ao segundo trimestre de 2025 e 12% inferior à projeção da XP.
Segundo a corretora, o resultado foi impactado por despesas financeiras mais elevadas, maior carga tributária e aumento da participação dos acionistas minoritários, fatores que reduziram a margem líquida para 16,7%.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado ficou em 24%.
Backlog reforça perspectivas
A incorporadora encerrou junho com receitas a apropriar (backlog) de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 21% na comparação anual e de 11% frente ao trimestre anterior.
As vendas líquidas atribuíveis totalizaram R$ 545 milhões no trimestre. O empreendimento Jardim da Hípica terminou junho com 44% do Valor Geral de Vendas (VGV) comercializado, enquanto o Novvo Santa Marina atingiu 51% das vendas previstas logo no lançamento.
A alavancagem financeira aumentou para 30,6% da relação entre dívida líquida e patrimônio líquido. A companhia consumiu R$ 28 milhões em caixa no trimestre, embora tenha gerado R$ 72 milhões ao desconsiderar aquisições de terrenos.






