A Lavvi (LAVV3) registrou lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 82,6 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 30% frente aos R$ 118,6 milhões apurados no mesmo período do ano anterior.
A receita líquida cresceu 3%, para R$ 495,4 milhões. O lucro bruto ajustado avançou 6%, para R$ 186,3 milhões, enquanto a margem bruta ajustada aumentou 1,3 ponto percentual, para 37,6%.
Despesas pressionam o lucro da Lavvi
As despesas comerciais aumentaram 79%, para R$ 49,4 milhões. O crescimento decorreu principalmente dos investimentos em marketing e comunicação relacionados ao lançamento do Jardim da Hípica, maior empreendimento da história da incorporadora.
As despesas financeiras subiram 65%, para R$ 37,6 milhões, após a emissão de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) em dezembro de 2025.
“A redução da margem líquida na comparação anual decorre principalmente do aumento das despesas comerciais relacionadas ao lançamento do Jardim da Hípica e do crescimento das despesas financeiras após a emissão de CRI em dezembro de 2025. Na comparação trimestral, o maior volume de receita reconhecida no período contribuiu para o crescimento do lucro líquido, apesar da pressão exercida pelas despesas comerciais e financeiras”, afirma a Lavvi.
A margem líquida recuou 7,9 pontos percentuais, para 16,7%. O Ebitda ajustado caiu 6%, para R$ 137 milhões, com redução de 2,6 pontos percentuais na margem, para 27,7%.
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Vendas avançam com Jardim da Hípica
As vendas líquidas contratadas alcançaram R$ 875,2 milhões, crescimento anual de 12% e trimestral de 161%. A companhia também lançou dois projetos, com Valor Geral de Vendas (VGV) total de R$ 1,41 bilhão.
“As vendas líquidas contratadas no 2T26 totalizaram R$ 875 milhões na visão total, alta de 12% frente ao 2T25, sendo 87% provenientes da marca Lavvi e 13% da Novvo. No semestre, foram R$ 1,2 bilhão em vendas. O grande destaque do trimestre foi o Jardim da Hípica, responsável por mais de 64% das vendas do período”, informa a companhia.
O Jardim da Hípica encerrou o trimestre com R$ 565 milhões em vendas, equivalentes a 44% do VGV de sua primeira fase. Apesar do desempenho, as vendas líquidas proporcionais à participação da Lavvi recuaram 11%, para R$ 544,7 milhões.
A receita de vendas a apropriar aumentou 21%, para R$ 3,05 bilhões. A margem bruta desse backlog chegou a 38,8%, avanço anual de 2,4 pontos percentuais.
A dívida líquida terminou junho em R$ 525,3 milhões, diante de R$ 49,2 milhões um ano antes. A relação entre dívida líquida e patrimônio líquido passou de 2,7% para 30,6%. No trimestre, houve consumo de caixa ajustado de R$ 27,6 milhões, mas geração de R$ 71,5 milhões quando desconsideradas as aquisições de terrenos.






