Mesmo após apresentar um segundo trimestre sólido, o balanço da Copel (CPFE3) não empolgou o mercado. Isso porque os papéis da empresa de energia elétrica têm uma queda de 0,40%, a aproximadamente R$ 45.
Em relatório, o Bradesco BBI avaliou que os números trimestrais revelaram uma resiliência operacional, entregando números que justificam o otimismo com o papel.
“Mantemos a recomendação de Compra, apoiada por uma atrativa TIR real implícita de 11%, sem alterações em nossas estimativas após o balanço”, completou parte do relatório.
Como foi o balanço
A Copel apresentou um desempenho sólido no segundo trimestre, com resultados em linha com as expectativas do mercado. O Ebitda ajustado somou R$ 1,599 bilhão, crescimento de aproximadamente 20% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionado pelo aumento dos volumes vendidos na área de Distribuição e pelos preços médios mais elevados nos segmentos de Geração e Transmissão.
Embora as operações de Distribuição e de energia eólica tenham registrado desempenho ligeiramente abaixo das projeções, devido à redução das margens e aos impactos dos cortes de geração de energia (curtailment), esses efeitos foram compensados pelo forte resultado da área de comercialização de energia.
O lucro líquido atingiu R$ 990 milhões no trimestre, beneficiado pelo pagamento antecipado da outorga da concessão (UBP) e pela declaração de juros sobre capital próprio (JCP).
BTG vê resultados sólidos
Para o relatório do banco BTG Pactual (BPAC11), a Copel apresentou resultados sólidos no segundo trimestre de 2026, com destaque para o desempenho da divisão de distribuição de energia, que superou as expectativas e compensou um resultado mais fraco nas áreas de geração e transmissão (G&T).
O banco destacou que o Ebitda ajustado da companhia somou R$ 1,61 bilhão entre abril e junho, alta de 21% na comparação anual e em linha com sua projeção.
Na avaliação dos analistas, o principal destaque positivo do trimestre foi a operação de distribuição, impulsionada pelo crescimento do consumo de energia e pelo rígido controle de custos.
O Ebitda ajustado da distribuidora alcançou R$ 766 milhões, resultado 5% acima da estimativa do BTG e 34,5% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O volume distribuído de energia cresceu 7,3% na comparação anual, enquanto as perdas permaneceram estáveis em 7,7%, nível inferior ao limite regulatório de 8,6%.
Os indicadores de qualidade do serviço também apresentaram melhora. O tempo médio de interrupção por consumidor (DEC) caiu para 7,88 horas, ante 8,14 horas no fim de 2025, enquanto a frequência das interrupções (FEC) recuou para 5,36, frente a 5,8 anteriormente.
Além disso, as despesas recorrentes de pessoal, materiais, serviços e outras despesas operacionais (PMSO) permaneceram praticamente estáveis na comparação anual, refletindo, segundo o banco, disciplina na gestão de custos.






