O Tesouro Direto hoje (6) opera com alta generalizada nas taxas dos títulos públicos. Todos os prefixados e papéis ligados à inflação oferecem rendimentos maiores após o Copom reduzir a Selic para 14% ao ano e manter em aberto os próximos passos da política monetária.
Por volta das 11h37, o Tesouro Prefixado 2029 oferecia taxa de 14,11% ao ano, ante 14% na quarta-feira (5). O Prefixado 2032 avançava de 14,28% para 14,40%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 passava de 14,35% para 14,45%.
Entre os títulos ligados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 subia de IPCA + 8,10% para IPCA + 8,17%. Os demais vencimentos também apresentavam elevações, de até 0,07 ponto percentual.
Tesouro Direto hoje: prefixados sobem até 0,12 ponto
As taxas dos três títulos prefixados avançavam nesta quinta-feira.
O Tesouro Prefixado 2029 passou de 14% para 14,11% ao ano, alta de 0,11 ponto percentual. Após o corte da Selic para 14%, o papel voltou a oferecer uma taxa superior à básica de juros.
O Tesouro Prefixado 2032 apresentou a maior elevação do grupo, ao avançar de 14,28% para 14,40%, alta de 0,12 ponto percentual.
Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,35% para 14,45%, acréscimo de 0,10 ponto.
Com a elevação dos rendimentos, os preços dos títulos recuaram. O preço unitário do Prefixado 2029 caiu de R$ 732 para R$ 730,70, enquanto o valor do papel de 2032 passou de R$ 488,37 para R$ 485,89.
IPCA+ 2032 avança para 8,17%
Os títulos atrelados à inflação também registravam alta em todos os vencimentos.
O Tesouro IPCA+ 2032 avançou de IPCA + 8,10% para IPCA + 8,17% ao ano, elevação de 0,07 ponto percentual. O papel continuava sendo o único IPCA+ tradicional com juro real superior a 8%.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 passou de IPCA + 7,82% para IPCA + 7,87%, alta de 0,05 ponto.
O IPCA+ 2040 também avançou 0,07 ponto percentual, de IPCA + 7,59% para IPCA + 7,66%.
O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 subiu de IPCA + 7,57% para IPCA + 7,63%. O IPCA+ 2050 passou de IPCA + 7,38% para IPCA + 7,43%, enquanto o vencimento de 2060 avançou de IPCA + 7,46% para IPCA + 7,50%.
Juros futuros avançam após decisão do Copom
Os juros futuros subiam na maior parte da curva, com avanço mais intenso nos vencimentos intermediários e longos.
O DI para janeiro de 2029 passou de 13,99% na quarta-feira para 14,105% nesta quinta, elevação de 0,115 ponto percentual.
O contrato para janeiro de 2032 avançou de 14,225% para 14,375%, alta de 0,15 ponto. O DI para janeiro de 2037 também subiu 0,15 ponto, de 14,28% para 14,43%.
Os contratos mais curtos apresentavam variações menores. O DI para janeiro de 2027 operava a 13,775%, praticamente estável em relação aos 13,77% da sessão anterior.
A abertura dos DIs de médio e longo prazo acompanhava a avaliação do comunicado divulgado pelo Banco Central após a reunião do Copom.
Copom reduz Selic para 14%
Na noite de quarta-feira, o Copom reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano.
O corte já era amplamente esperado pelo mercado. As atenções ficaram concentradas no comunicado e nas indicações sobre a continuidade do ciclo de redução dos juros.
O Banco Central deixou os próximos passos em aberto e afirmou que manterá um nível adequado de restrição monetária para assegurar a convergência da inflação para a meta.
A autoridade monetária também destacou a elevada incerteza, os riscos para a inflação e a necessidade de acompanhar uma eventual desancoragem adicional das expectativas.
A projeção de inflação do modelo de referência para o horizonte relevante ficou em 3,2%, acima da meta de 3%. A comunicação preservou a possibilidade de novos cortes, mas não apresentou uma indicação explícita sobre o ritmo das próximas decisões.
Mercado avalia próximos cortes da Selic
A ausência de uma orientação mais clara aumentou a atenção sobre os próximos dados de inflação, atividade e expectativas.
Parte dos analistas espera mais uma redução de 0,25 ponto percentual na próxima reunião, o que levaria a Selic para 13,75% ao ano.
O Banco Central, porém, não se comprometeu com essa trajetória. A continuidade do ciclo dependerá da evolução do cenário econômico e da convergência das expectativas para a meta.
A alta das taxas mais longas mostra que o corte da Selic não eliminou os prêmios exigidos pelos investidores para os títulos com vencimentos mais distantes.
Pedidos de seguro-desemprego ficam abaixo do esperado nos EUA
No exterior, os pedidos iniciais de seguro-desemprego dos Estados Unidos somaram 199 mil na semana.
O resultado ficou abaixo da expectativa de 203 mil pedidos e ligeiramente acima dos 198 mil registrados no levantamento anterior.
A média móvel das últimas quatro semanas caiu de 203,25 mil para 198,75 mil. Os pedidos contínuos, por outro lado, avançaram de 1,777 milhão para 1,801 milhão.
Os números mantiveram o mercado de trabalho americano entre os fatores acompanhados pelos investidores antes da divulgação do relatório oficial de empregos, prevista para sexta-feira.
Leia também:
Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas registradas por volta das 11h37 desta quinta-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,11% ao ano — alta de 0,11 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 14,40% ao ano — alta de 0,12 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,45% ao ano — alta de 0,10 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0739%
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,17% — alta de 0,07 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,87% — alta de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,66% — alta de 0,07 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,63% — alta de 0,06 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,43% — alta de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,50% — alta de 0,04 p.p.






