As ações da Yduqs (YDUQ3) têm um potencial de valorização de 34% em uma eventual fusão com a Afya (AFYA, Nasdaq) que consolidaria as líderes do mercado de educação médica, avalia o Bradesco BBI em um relatório enviado a clientes nesta terça-feira (8).
As duas companhias confirmaram, em 24 de agosto, que estão em conversas para uma possível combinação de negócios.
Os analistas Marcio Osako e Henrique Colla calculam que as ações da Yduqs teriam um valor justo de R$ 14,40 em uma troca de ações, com base em R$ 1,9 milhão por vaga de medicina e um múltiplo EV/Ebitda (Valor da Empresa/ Ebitda) dos últimos 12 meses de 4 vezes para o restante da empresa.
As ações da Afya seriam estimadas em US$ 14,30.
“Com base em nossas estimativas de valor justo, a Yduqs teria direito a 36% da empresa combinada (contra 27% considerando os preços atuais de mercado). Assumindo conservadoramente que não haveria alteração na capitalização de mercado combinada, isso implica um potencial de alta de 34% para a Yduqs apenas com a troca de ações”, explicam os analistas.
Gigante do setor
A empresa resultante da fusão das líderes do mercado (Afya com 10% e Yduqs com 5,5% da fatia do segmento) alcançaria um valor presente líquido (VPL) de sinergias de custos e despesas administrativas de R$ 1,3 bilhão.
O valor considera que a Bertelsmann permaneceria como acionista controladora da nova empresa com uma participação de 43%.
A nova companhia teria 5.888 vagas de medicina, com sobreposição limitada a 7,7% do total de vagas em três regiões de saúde nos estados do Piauí, Rio de Janeiro e Rondônia.

As ações seriam negociadas a um múltiplo P/L (Preço sobre o Lucro) de 6,7 vezes e um rendimento de fluxo de caixa livre para o acionista (FCFE yield) de 13% para 2027, excluindo sinergias.
“Reiteramos nossa recomendação de compra para a Yduqs devido ao valuation atrativo (rendimento de fluxo de caixa livre para o acionista de 22% em 2026) e ao potencial acordo com a Afya, que acreditamos que deve ocorrer com um prêmio relativo significativo em relação ao preço de mercado atual em comparação com o da Afya”, opinam Osako e Colla.
Reavaliação dos pares
O efeito dessa movimentação gigantesca no setor de educação também respingaria no valor percebido de outras empresas com exposição ao segmento de medicina, como Ânima (ANIM3), Ser Educacional (SEER3) e Cruzeiro do Sul (CSED3).
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