O Tesouro Direto hoje (22) opera com forte alta nas taxas de praticamente todos os títulos públicos, acompanhando o avanço dos juros futuros. A entrada em vigor da tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros e a valorização do petróleo aumentaram a cautela com inflação e atividade econômica.
O Tesouro Prefixado 2029 passou de 14,32% na terça-feira (21) para 14,46% ao ano nesta quarta-feira. O Prefixado 2032 avançou de 14,62% para 14,74%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 subiu de 14,65% para 14,75%.
Entre os papéis atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ 2032 saltou de IPCA + 8,18% para IPCA + 8,28% ao ano. As taxas subiram em todos os vencimentos da categoria, com avanços de até 0,11 ponto percentual.
Tesouro Direto hoje: prefixados sobem até 14,75%
A alta foi disseminada entre os títulos prefixados. O Tesouro Prefixado 2029 apresentou o maior avanço, de 0,14 ponto percentual, e passou a oferecer uma remuneração de 14,46% ao ano.
A taxa está 0,21 ponto acima da Selic, atualmente em 14,25% ao ano. Na semana anterior, o vencimento ainda operava abaixo da taxa básica de juros.
O Tesouro Prefixado 2032 subiu 0,12 ponto percentual, para 14,74%. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 avançou 0,10 ponto e alcançou 14,75% ao ano.
IPCA+ 2032 avança para 8,28%
As taxas dos títulos atrelados à inflação também registraram forte alta. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,18% para IPCA + 8,28% ao ano, avanço de 0,10 ponto percentual.
O papel voltou a se aproximar dos maiores juros reais observados nas últimas semanas. Mesmo desconsiderando a correção pelo IPCA, o título oferece uma remuneração superior a 8% ao ano.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 subiu de IPCA + 7,88% para IPCA + 7,96%. O IPCA+ 2040 avançou de IPCA + 7,56% para IPCA + 7,65%.
Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passou de IPCA + 7,53% para IPCA + 7,62%. O IPCA+ 2050 apresentou o maior avanço da categoria, de 0,11 ponto, para IPCA + 7,35%.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 subiu de IPCA + 7,38% para IPCA + 7,48% ao ano.
Juros futuros avançam por toda a curva
Os principais contratos de juros futuros operavam em alta na comparação com terça-feira. O DI para janeiro de 2029 passou de 14,385% para 14,45%, avanço de 0,065 ponto percentual.
O contrato para janeiro de 2032 subiu de 14,615% para 14,67%. Já o DI para janeiro de 2037 avançou de 14,615% para 14,68%.
Um estudo divulgado pelo Banco Central manteve a inflação de serviços no radar ao relacionar os preços acima da meta ao desemprego baixo, à inércia inflacionária e à desancoragem das expectativas.
Tarifa de 25% dos EUA entra em vigor
A tarifa de 25% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira. A cobrança atinge itens como máquinas agrícolas, produtos de madeira, etanol e calçados.
Estimativas do governo brasileiro e da Confederação Nacional da Indústria indicam que entre US$ 7 bilhões e US$ 11 bilhões em exportações podem ser afetados. O valor representa entre 18% e 26% dos embarques brasileiros destinados ao mercado americano.
Carne bovina, café, aeronaves e peças de avião estão entre as principais exceções. Mesmo assim, a medida eleva as incertezas para empresas exportadoras e para a atividade econômica.
O governo brasileiro busca uma solução negociada e avalia linhas de crédito e outros programas de apoio aos setores atingidos. O mercado também acompanha a possibilidade de novas tarifas relacionadas a investigações americanas sobre práticas trabalhistas.
Petróleo perto de US$ 95 pressiona inflação
O cenário externo aumentou a pressão sobre os juros. O petróleo Brent se aproximou de US$ 95 por barril após novas ameaças dos Estados Unidos contra o Irã e relatos de desvios de rota de navios que transportavam petróleo saudita.
A alta da commodity amplia o risco de inflação, uma vez que pode encarecer combustíveis, transportes e insumos utilizados por diferentes setores da economia.
O mercado também acompanha as restrições no Estreito de Ormuz e as ameaças dos houthis do Iêmen contra embarcações no Mar Vermelho.
Ibovespa sobe apesar da abertura dos DIs
Mesmo com a alta dos juros futuros, o Ibovespa avançava cerca de 1,3%, na região dos 175,6 mil pontos. O índice chegou a superar os 176 mil pontos durante a manhã, impulsionado principalmente por Vale (VALE3), WEG (WEGE3) e Petrobras (PETR4).
O desempenho da Bolsa destoava da cautela observada na renda fixa. A Vale subia após divulgar o maior volume de produção de minério de ferro para um segundo trimestre desde 2018, enquanto a WEG disparava após a apresentação do balanço.
O dólar comercial recuava aproximadamente 0,4%, para perto de R$ 5,05. No exterior, os índices de Nova York operavam de forma mista, pressionados pelo petróleo e pelas preocupações renovadas com a inflação.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto por volta das 11h48 desta quarta-feira:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,46% ao ano (+0,14 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,74% ao ano (+0,12 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,75% ao ano (+0,10 p.p.)
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0742%
- Tesouro Reserva 2036: Selic
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,28% (+0,10 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,96% (+0,08 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,65% (+0,09 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,62% (+0,09 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,35% (+0,11 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,48% (+0,10 p.p.)






