O Tesouro Direto hoje (9) apresentava comportamento dividido por volta das 12h45. As taxas dos títulos prefixados e dos papéis de inflação mais curtos recuavam, enquanto o Tesouro IPCA+ 2050 avançava em uma sessão marcada pelo petróleo acima de US$ 100 e pela alta dos juros futuros.
A rentabilidade do IPCA+ 2050 passou de IPCA + 7,25% para IPCA + 7,30% ao ano, avanço de 0,05 ponto percentual em relação à terça-feira (8). O preço unitário caiu de R$ 895,66 para R$ 885,95, recuo de R$ 9,71, ou aproximadamente 1,08%.
O comportamento contrastava com o IPCA+ 2032, cuja taxa caiu de IPCA + 7,80% para IPCA + 7,73%. O recuo de 0,07 ponto percentual foi o maior entre os títulos disponíveis e elevou o preço do papel de R$ 3.038,78 para R$ 3.051,07, alta de 0,40%.
Entre os prefixados, o principal recuo aparecia no Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037. A taxa passou de 14,23% para 14,17% ao ano, enquanto o preço avançou 0,37%, para R$ 808,63.
O Prefixado 2032 caiu de 14,17% para 14,14% ao ano. Já o vencimento de 2029 passou de 13,84% para 13,82%.
A diferença entre as variações reflete as condições específicas de cada prazo. Como preços e taxas caminham em sentidos opostos no Tesouro Direto, a elevação da rentabilidade exigida pelo mercado reduz o valor do título antes do vencimento devido à marcação a mercado.
Petróleo acima de US$ 100 eleva preocupação com inflação
O Brent voltou a superar US$ 100 por barril pela primeira vez desde julho, após uma nova escalada das tensões no Oriente Médio. Por volta das 12h25, o contrato avançava 3,45%, cotado a US$ 101,29. O WTI subia 3,73%, para US$ 96,50.
A alta ocorreu após novos ataques envolvendo Estados Unidos e Irã, além de ofensivas contra embarcações e instalações energéticas na região. O risco de novas restrições ao abastecimento pelo Estreito de Ormuz ampliou a pressão sobre os preços.
O petróleo mais caro aumenta o risco de pressão sobre a inflação e pode levar bancos centrais a manter os juros elevados por mais tempo. Segundo a ferramenta FedWatch, os contratos indicavam uma probabilidade de 62,4% de alta de 0,25 ponto percentual nos juros americanos na decisão de 16 de setembro. O CPI de agosto, previsto para sexta-feira, será a próxima referência para essas expectativas.
No Brasil, os contratos de Depósito Interfinanceiro avançavam em praticamente toda a curva. O DI para janeiro de 2027 operava em 13,58%, enquanto o vencimento de janeiro de 2029 marcava 13,82%.
Nos prazos mais longos, o DI para janeiro de 2031 subia para 14,03%, com alta de 0,90% na tela. O contrato para janeiro de 2032 avançava para 14,105%.
Por volta das 12h45, o Ibovespa recuava aproximadamente 1,2%, aos 185,1 mil pontos, enquanto o dólar comercial avançava para a região de R$ 5,10.
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Tesouro Direto hoje: confira as taxas
Confira as taxas registradas por volta das 12h45 desta quarta-feira, comparadas com as cotações de terça-feira (8):
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 13,82% ao ano — queda de 0,02 p.p.
- Tesouro Prefixado 2032: 14,14% ao ano — queda de 0,03 p.p.
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,17% ao ano — queda de 0,06 p.p.
Atrelados à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,073% ao ano — praticamente estável
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 7,73% — queda de 0,07 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,48% — queda de 0,03 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,28% — queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,36% — queda de 0,01 p.p.
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,30% — alta de 0,05 p.p.
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,31% — estável






