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Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2050 sobe a 7,34% em meio à venda global de títulos

Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2050 sobe a 7,34% em meio à venda global de títulos

Taxa do papel avança 0,09 ponto percentual e preço cai R$ 17,52, enquanto prefixados longos recuam nesta terça-feira

O Tesouro Direto hoje (1º) apresentava movimento dividido entre os títulos por volta das 12h51. As taxas dos papéis atrelados ao IPCA subiam em bloco, enquanto os prefixados mais longos registravam queda em relação às cotações de segunda-feira (31).

O maior movimento aparecia no Tesouro IPCA+ 2050. A rentabilidade passou de IPCA + 7,25% para IPCA + 7,34% ao ano, avanço de 0,09 ponto percentual. Com isso, o preço unitário caiu de R$ 895,06 para R$ 877,54, recuo de R$ 17,52, ou aproximadamente 1,96%.

O Tesouro IPCA+ 2032 voltou a superar a marca de 8% ao ano, com a taxa avançando de IPCA + 7,97% para IPCA + 8,03%. Os demais títulos indexados à inflação apresentavam aumentos entre 0,05 e 0,06 ponto percentual.

Entre os prefixados, o vencimento de 2032 recuou de 14,54% para 14,51% ao ano. O Prefixado com Juros Semestrais 2037 caiu de 14,56% para 14,52%, enquanto o papel de 2029 permaneceu estável em 14,13%.

Venda global de títulos pressiona taxas longas

O movimento dos títulos brasileiros ocorria em uma sessão de aumento dos rendimentos dos papéis públicos no exterior. No Japão, a taxa do título de dez anos alcançou 3% pela primeira vez desde 1996. Os juros também avançaram nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Alemanha.

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Entre os fatores de pressão estavam as preocupações fiscais, a elevada necessidade de financiamento das empresas de tecnologia para projetos de inteligência artificial e o risco de inflação provocado pela energia.

O petróleo voltou a subir com as tensões entre Estados Unidos e Irã, com o Brent operando acima de US$ 90. A commodity mais cara pode pressionar os custos de transporte e produção, dificultando o processo de redução dos juros nas principais economias.

Esse ambiente externo ajuda a explicar a pressão sobre os títulos brasileiros de prazo mais longo, especialmente os indexados ao IPCA. Como preços e taxas se movimentam em sentidos opostos no Tesouro Direto, a elevação das rentabilidades provoca desvalorização dos papéis antes do vencimento.

PIB desacelera e juros futuros passam a cair

No ambiente doméstico, o Produto Interno Bruto cresceu 0,5% no segundo trimestre, após avançar 1,1% nos três primeiros meses do ano. Na comparação anual, a economia brasileira cresceu 2%.

A agropecuária avançou 2,8%, enquanto os serviços cresceram 0,2% e a indústria apresentou alta de 0,1%. Apesar de o resultado trimestral superar levemente a expectativa de 0,4%, os dados confirmaram uma perda de ritmo da atividade econômica.

Depois de iniciarem o dia sob pressão, os juros futuros passaram a recuar na maior parte da curva. Por volta das 12h32, o DI para janeiro de 2027 estava em 13,585%, enquanto os contratos para janeiro de 2029 e janeiro de 2031 marcavam 14,13% e 14,405%, respectivamente.

A desaceleração da atividade favorecia os prefixados, mas o alívio doméstico não foi suficiente para neutralizar a pressão externa observada nos títulos indexados à inflação.

Leia também:

Tesouro Direto hoje: confira as taxas

Confira as taxas registradas por volta das 12h51 desta terça-feira, comparadas com a referência de segunda-feira (31):

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,13% ao ano — estável
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,51% ao ano — queda de 0,03 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,52% ao ano — queda de 0,04 p.p.

Atrelados à Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,03% — alta de 0,06 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,70% — alta de 0,05 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,47% — alta de 0,05 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,48% — alta de 0,05 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,34% — alta de 0,09 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,35% — alta de 0,06 p.p.