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Tesouro Direto hoje: taxas têm forte queda com IPCA-15 abaixo do esperado

Tesouro Direto hoje: taxas têm forte queda com IPCA-15 abaixo do esperado

Tesouro IPCA+ 2050 registra o maior recuo do dia, enquanto os juros futuros operam de forma mista nesta quarta-feira

O Tesouro Direto hoje (26) apresentava queda generalizada nas taxas dos títulos prefixados e atrelados ao IPCA por volta das 12h21. O movimento ocorreu após o IPCA-15 registrar deflação maior do que a esperada pelo mercado em agosto.

A maior redução aparecia no Tesouro IPCA+ 2050, cuja rentabilidade recuou de IPCA + 7,41% no fechamento de terça-feira (25) para IPCA + 7,27% ao ano, queda de 0,14 ponto percentual. O preço unitário avançou de R$ 863,60 para R$ 891,04.

Entre os prefixados, os vencimentos de 2032 e 2037 registravam quedas de 0,13 ponto percentual. O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,62% para 14,49% ao ano, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 também recuou de 14,62% para 14,49%.

O Tesouro IPCA+ 2032 permanecia acima da marca de 8% ao ano, mas sua rentabilidade caiu de IPCA + 8,12% para IPCA + 8,02%. O preço unitário do papel avançou de R$ 2.982,44 para R$ 2.999,58, refletindo a relação inversa entre os preços e as taxas dos títulos públicos.

IPCA-15 abaixo do esperado reduz taxas

O IPCA-15 caiu 0,40% em agosto, depois de avançar 0,06% em julho. O resultado surpreendeu positivamente o mercado, que esperava uma deflação de 0,30%. Em 12 meses, a prévia da inflação desacelerou de 4,52% para 4,24%.

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A energia elétrica residencial caiu 6,25% e respondeu por aproximadamente 65% da deflação registrada no mês. O recuo foi provocado principalmente pela incorporação do Bônus de Itaipu nas contas de luz, um efeito considerado pontual.

Apesar da composição exigir cautela, o resultado fortaleceu a possibilidade de continuidade do ciclo de redução dos juros.

“O dado aumenta a chance de um novo corte da Selic em setembro, provavelmente de 0,25 ponto percentual, mas não garante a decisão”, afirmou Valdir Piran Jr., CEO do Grupo Intra.

A confirmação desse cenário ainda dependerá do comportamento do IPCA cheio, da inflação de serviços, dos núcleos, do câmbio e do quadro fiscal.

Juros futuros operam de forma mista

A curva de juros futuros iniciou o dia com alívio nos vencimentos mais curtos, mas o movimento não se espalhou por toda a estrutura. Por volta do meio-dia, os contratos de longo prazo operavam em alta.

O DI para janeiro de 2027 estava em 13,67%, enquanto o vencimento de janeiro de 2029 avançava para 14,13%. Os contratos para janeiro de 2031 e janeiro de 2032 apresentavam taxas de 14,35% e 14,42%, respectivamente.

No exterior, o índice de preços de gastos com consumo pessoal dos Estados Unidos, o PCE, subiu 0,2% em julho, acima da expectativa de 0,1%. Em 12 meses, a inflação avançou 3,7%, também acima da projeção de 3,6%.

O núcleo do indicador, entretanto, ficou dentro das expectativas, com alta de 0,2% no mês e de 3,3% em 12 meses. Os dados americanos e as preocupações fiscais domésticas ajudavam a limitar o alívio na curva brasileira ao longo da manhã.

Leia também:

Tesouro Direto hoje: confira as taxas

Confira as taxas registradas por volta das 12h21 desta quarta-feira:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,15% ao ano — queda de 0,10 p.p.
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,49% ao ano — queda de 0,13 p.p.
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,49% ao ano — queda de 0,13 p.p.

Atrelados à Selic

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,02% — queda de 0,10 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,70% — queda de 0,12 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,48% — queda de 0,12 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,48% — queda de 0,12 p.p.
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,27% — queda de 0,14 p.p.
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,34% — queda de 0,12 p.p.