O Tesouro Direto hoje (6) opera com queda nas taxas dos principais títulos públicos, acompanhando o recuo dos juros futuros ao longo da curva. O alívio apareceu tanto nos prefixados quanto nos papéis atrelados à inflação, em um dia marcado também pela revisão para baixo da expectativa de IPCA no Boletim Focus.
O destaque ficou com o Tesouro IPCA+ 2032, que recuou de IPCA + 8,40% na sexta-feira (3) para IPCA + 8,26% ao ano nesta segunda-feira. A taxa segue elevada em termos históricos, mas se afastou da máxima recente, na casa de 8,55%, observada nas últimas semanas.
Nos prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 caiu de 14,36% para 14,21% ao ano. O Tesouro Prefixado 2032 passou de 14,59% para 14,45%, enquanto o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 recuou de 14,55% para 14,41%.
Tesouro Direto hoje: IPCA+ 2032 cai para 8,26%
Entre os títulos atrelados à inflação, a queda foi generalizada. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,40% para IPCA + 8,26% ao ano, queda de 0,14 ponto percentual em relação à sexta-feira.
O Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037 também recuou 0,14 ponto percentual, saindo de IPCA + 8,09% para IPCA + 7,95% ao ano. Com isso, o papel voltou a operar abaixo da marca de 8%, após ter superado esse nível nos últimos pregões.
Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ 2040 caiu de IPCA + 7,77% para IPCA + 7,63%. O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passou de IPCA + 7,73% para IPCA + 7,59%. Já o IPCA+ 2050 recuou de IPCA + 7,38% para IPCA + 7,28%, enquanto o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 saiu de IPCA + 7,57% para IPCA + 7,44%.
Para novos aportes, taxas menores reduzem a remuneração real oferecida pelos papéis em relação aos patamares recentes. Para quem já tinha esses títulos na carteira, porém, o fechamento das taxas tende a favorecer os preços no curto prazo.
Prefixados recuam com juros futuros
Nos prefixados, a queda também acompanhou o fechamento dos DIs. O Tesouro Prefixado 2029 caiu 0,15 ponto percentual, de 14,36% para 14,21% ao ano.
O Tesouro Prefixado 2032 recuou 0,14 ponto percentual, de 14,59% para 14,45% ao ano. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,55% para 14,41%, também com baixa de 0,14 ponto percentual.
A queda mostra uma melhora na percepção da curva de juros, ainda que o mercado siga exigindo prêmios elevados para travar taxas prefixadas no Brasil. O Prefixado 2029 voltou a operar abaixo da Selic, atualmente em 14,25% ao ano.
Focus reduz projeção de inflação para 2026
O alívio nas taxas ocorre no mesmo dia em que o Boletim Focus mostrou nova revisão para baixo nas expectativas de inflação. A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu para 5,30%.
A leitura ajuda a reduzir parte da pressão sobre os juros, já que expectativas menores para a inflação tendem a diminuir o prêmio exigido nos títulos públicos, especialmente nos papéis atrelados ao IPCA e nos vencimentos intermediários da curva.
Ainda assim, as taxas seguem em patamares altos. Mesmo após a queda desta segunda-feira, o Tesouro IPCA+ 2032 continua oferecendo juro real acima de 8% ao ano, enquanto os prefixados permanecem próximos de 14,5% nos vencimentos mais longos.
DIs caem ao longo da curva
Os juros futuros operavam em baixa na manhã desta segunda-feira. O DI para janeiro de 2029 era negociado a 14,205%, enquanto o contrato para janeiro de 2032 marcava 14,36%.
No vencimento mais longo, o DI para janeiro de 2037 operava a 14,30%. A queda dos contratos ajudou a puxar para baixo as taxas do Tesouro Direto, principalmente nos prefixados e nos títulos indexados à inflação.
O fechamento da curva ocorre em meio à leitura mais benigna do Focus para a inflação, mas também em um ambiente ainda cauteloso para os ativos brasileiros. A bolsa recuava e o câmbio oscilava perto da estabilidade.
Ibovespa cai e dólar oscila
No mercado local, o Ibovespa caía para a região dos 171,9 mil pontos, pressionado por bancos, Petrobras, Vale e varejistas. O dólar comercial oscilava perto de R$ 5,17.
A queda da bolsa contrastava com o recuo dos juros futuros. No exterior, as bolsas americanas começaram a semana de forma mista, enquanto investidores acompanhavam dados de serviços dos Estados Unidos e a temporada de balanços corporativos.
No Brasil, além do Focus, o mercado seguia atento à audiência pública em Washington sobre práticas comerciais brasileiras e ao risco de novas sobretaxas a produtos do país. Esse pano de fundo manteve a cautela com ativos domésticos, mesmo em um dia de alívio para a renda fixa.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, por volta das 11h37:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,21% ao ano (-0,15 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,45% ao ano (-0,14 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,41% ao ano (-0,14 p.p.)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0738%
- Tesouro Reserva 2036: Selic
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,26% (-0,14 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,95% (-0,14 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,63% (-0,14 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,59% (-0,14 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,28% (-0,10 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,44% (-0,13 p.p.)






