O Ibovespa hoje interrompeu a sequência recente de ganhos e fechou em baixa de 0,93% nesta segunda-feira (7), aos 172.447 pontos, em um movimento de realização de lucros, apesar do ambiente externo relativamente favorável aos ativos de risco. Durante o pregão, o principal índice da B3 oscilou entre a mínima de 171.621 pontos e a máxima de 174.057 pontos, com volume financeiro de R$ 17,2 bilhões.
Segundo análise do Bradesco BBI, o mercado brasileiro devolveu parte da valorização acumulada nas últimas sessões, pressionado principalmente pelas ações de commodities e por papéis do setor financeiro. O movimento ocorreu mesmo com a queda do dólar frente ao real e a acomodação das taxas futuras de juros, fatores que normalmente favorecem a Bolsa.
No cenário internacional, as bolsas norte-americanas encerraram o dia em direções distintas, mas com viés positivo. Os investidores voltaram do feriado do Dia da Independência dos Estados Unidos atentos à divulgação da ata da próxima reunião do Federal Reserve, em busca de novos sinais sobre o ritmo dos cortes de juros.
Dow Jones renova recorde
O Dow Jones renovou seu recorde de fechamento ao subir 0,29%, encerrando o dia aos 53.055,91 pontos, após também registrar máxima histórica durante o pregão. O S&P 500 avançou 0,72%, enquanto o Nasdaq também terminou em alta de 0,72%, impulsionado principalmente pelas ações de tecnologia.
Ainda no exterior, o mercado acompanhou a queda dos preços do petróleo, após a confirmação do aumento da produção pela Opep+, movimento que limitou o desempenho de empresas ligadas ao setor de energia.
Na avaliação do Bradesco BBI, o desempenho do Ibovespa hoje refletiu muito mais um ajuste técnico após a forte valorização recente do que uma mudança de tendência. Apesar da correção, o ambiente externo segue relativamente construtivo, sustentado pela expectativa de uma política monetária menos restritiva nos Estados Unidos, enquanto os investidores permanecem atentos aos próximos indicadores econômicos e aos desdobramentos do cenário doméstico.
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