O Tesouro Direto hoje (19) opera com sinais mistos entre os principais títulos públicos. O Tesouro IPCA+ 2032 perdeu força após bater recorde na véspera, mas ainda paga IPCA + 8,44% ao ano. Já o Tesouro Prefixado 2029 voltou a subir, foi a 14,81% e se aproximou novamente da marca de 15%.
Na quinta-feira (18), o IPCA+ 2032 havia chegado a IPCA + 8,51% ao ano, renovando o recorde da série após as decisões de juros do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos, e do Comitê de Política Monetária (Copom), no Brasil. Apesar da queda nesta sexta, o papel segue em patamar historicamente elevado.
Entre os prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 subiu de 14,75% para 14,81% ao ano. O Tesouro Prefixado 2032 também avançou, passando de 14,76% para 14,79%. Já o Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037 ficou estável em 14,62%.
Tesouro Direto hoje: Prefixado 2029 se aproxima de 15%
A alta dos prefixados acompanha a abertura dos juros futuros nos principais vencimentos. O DI para janeiro de 2029 passou de 14,705% na quinta-feira para 14,855% nesta sexta. O contrato para janeiro de 2032 avançou de 14,625% para 14,775%.
No vencimento mais longo, o DI para janeiro de 2037 subiu de 14,47% para 14,57%.
A curva segue refletindo a leitura de que os juros podem permanecer elevados por mais tempo, mesmo após o Copom ter reduzido a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,25% ao ano. No comunicado, o Banco Central deixou os próximos passos em aberto e reforçou a necessidade de cautela diante do cenário macroeconômico.
IPCA+ 2032 recua, mas segue alto
Nos títulos atrelados à inflação, as taxas devolveram parte da alta da véspera. O Tesouro IPCA+ 2032 passou de IPCA + 8,51% para IPCA + 8,44% ao ano.
O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 recuou de IPCA + 7,94% para IPCA + 7,85%. Já o IPCA+ 2040 passou de IPCA + 7,61% para IPCA + 7,50%.
Nos vencimentos mais longos, o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 caiu de IPCA + 7,67% para IPCA + 7,56%. O IPCA+ 2050 recuou de IPCA + 7,26% para IPCA + 7,16%. Já o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de IPCA + 7,47% para IPCA + 7,36%.
Apesar da queda, os juros reais continuam elevados. Para novos aportes, isso significa remuneração maior acima da inflação. Para quem já tem títulos na carteira, taxas ainda altas tendem a manter pressão sobre os preços dos papéis no curto prazo.
Mercado local opera com cautela
No mercado local, o Ibovespa oscilava sem direção firme nesta sexta-feira. Por volta das 11h, o índice chegou a recuar 0,37%, aos 167.657 pontos, mas depois voltou a operar perto da estabilidade, com leve alta de 0,04%, aos 168.344 pontos.
O dólar comercial recuava 0,66%, a R$ 5,139, enquanto os juros futuros avançavam. A combinação mostra que, mesmo com algum alívio no câmbio, a curva de juros continuava pressionada.
A cautela também vem do exterior. Negociações entre Estados Unidos e Irã foram paralisadas, mantendo a tensão geopolítica no radar. Ao mesmo tempo, o Irã afirmou que a navegação pelo Estreito de Ormuz continua, enquanto novas regras foram anunciadas para a passagem de embarcações pela região.
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Taxas do Tesouro Direto hoje
Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, por volta das 11h19:
Prefixados
- Tesouro Prefixado 2029: 14,81% ao ano (+0,06 p.p.)
- Tesouro Prefixado 2032: 14,79% ao ano (+0,03 p.p.)
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,62% ao ano (estável)
Atrelado à Selic
- Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0743%
Atrelados ao IPCA
- Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,44% (-0,07 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,85% (-0,09 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,50% (-0,11 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,56% (-0,11 p.p.)
- Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,16% (-0,10 p.p.)
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,36% (-0,11 p.p.)






