Em 2023, o Ibovespa registrou quatro meses consecutivos de alta, de abril a maio. Em agosto, por outro lado, o índice acionário teve perdas de 5%, o que fez investidores ajustarem suas carteiras – incluindo os mais ricos do mundo.
O levantamento mensal da Smartbrain mostrou que a participação da renda fixa no portfólio dos mais ricos subiu, enquanto a das ações caiu. A empresa processa diariamente mais de 340 mil extratos de investimentos, somando mais de R$ 250 bilhões de patrimônio analisados.
O estudo da plataforma observa carteiras de investidores em diversos segmentos, assim como a participação da renda fixa, respectivamente:
- varejo, com R$ 50 mil a R$ 300 mil, e 26,94% do total;
- alta renda, com R$ 300 mil a R$ 3 milhões, e 41,37% do total;
- private, entre R$ 3 milhões e R$ 50 milhões, e 27,90% do total;
- ultra high, acima de R$ 50 milhões, e 3,80% do total.
Renda fixa: Selic tem primeiro corte, mas permanece alta
Em agosto, a taxa básica de juros (Selic) sofreu seu primeiro corte em três anos. Apesar disso, os juros em patamar alto – a 13,25% ao ano – continuam fazendo com que a renda fixa seja atrativa. Aliado a um cenário de queda de bolsa, os ativos deste segmento acabam ganhando mais espaço.
Em agosto, os produtos de renda fixa passaram a ocupar 39,23% do portfólio, ante 39,08% em julho. Os produtos de previdência também saltaram, saindo de 6,53% para 6,78%.
Há, apesar disso, certo risco na carteira, com a porcentagem dos fundos multimercados subindo. A modalidade passou de 38,59% da carteira em julho para 38,77% em agosto. O mesmo aconteceu com os fundos imobiliários, que saíram de 1,63% para 1,74%.
Por outro lado, a participação das ações caiu: em julho, os ativos eram 9,76% do portfólio e passaram a ser 9,59% no mês seguinte.






