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B3 prepara nova plataforma de negociação de renda fixa em nuvem

B3 prepara nova plataforma de negociação de renda fixa em nuvem

A B3 está preparando o lançamento de uma plataforma em nuvem que permitirá a negociação eletrônica de ativos de renda fixa no mercado secundário, que faz a negociação de títulos entre investidores. O objetivo da nova plataforma da B3 é substituir por completo a atual plataforma Trader, na qual são negociados títulos públicos e privados, como debêntures, CRIs, CRAs e cotas de fundos fechados, entre outros ativos, de forma a atender atender bancos, corretoras, gestoras de fundos e demais clientes institucionais. 

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O lançamento da plataforma, segundo a B3, está previsto para 1°de agosto. A entrega será realizada em fases, que se estenderão até o primeiro semestre de 2024. A plataforma já está em fase de testes com os clientes e os primeiros produtos a serem negociados serão os títulos públicos federais indexados NTNB, LFT e NTNC; títulos públicos pré-fixados LTN e NTNF; e operações casadas. 

“A nova plataforma também permitirá a automatização das operações casadas. Esse tipo de operação, que envolve a execução simultânea de uma determinada quantidade de títulos públicos, juntamente com contratos futuros, terá o tempo operacional reduzido e garantirá aumento na eficiência do mercado, uma vez que as operações serão realizadas automaticamente pelo algoritmo da plataforma”, explicou a B3.

Na segunda etapa, estarão presentes o Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA); Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI); Cotas de Fundos Fechados (CFF); Debêntures; e Crédito de Descarbonização (CBIO). NC, LF e demais valores mobiliários de emissão pública serão contemplados em fases suplementares.

Hoje, o mercado secundário de renda fixa na B3 conta com cerca de 2.600 investidores e 465 instituições cadastradas. Esses investidores movimentam R$ 7,7 bilhões por dia em negociação de títulos públicos e R$ 2,3 bilhões por dia em negociação de títulos privados.

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Dentre os produtos para negociação, a B3 conta com mais de 1500 debêntures cadastradas, mais de 1700 certificados de recebíveis do agronegócio e imobiliários (CRIs e CRAs), além de quase 1000 cotas de fundos. 

Nova plataforma da B3: vantagens da modernização

“Além de modernizar a tecnologia, estamos focados em entender como podemos otimizar os serviços para que eles sejam entregues de forma mais rápida, segura e com custos mais eficientes para os nossos clientes”, explica Afonso Rossatto, head de Produtos de Renda Fixa na B3. 

O executivo afirma que o movimento está inserido na evolução das plataformas da B3 para atender e antecipar demandas do mercado. “Temos a nosso favor a expertise de décadas como principal infraestrutura de mercado e estamos construindo um ambiente totalmente integrado com os mercados de derivativos e de pós negociação”, completa Rossatto. 

Hoje, todas as etapas que acontecem no mercado secundário de renda fixa, desde a negociação até a liquidação, ainda utilizam trocas de arquivos entre os participantes para efetivação das operações, o que acaba impactando o número de negociações ao longo do dia. A nova plataforma entregará essas funcionalidades automatizadas e integradas com a depositária da B3, o que permitirá aumentar o tempo e, consequentemente, o volume de negociação dos ativos.

“Com esse lançamento, buscamos trazer a plataforma da B3 para o que há de mais moderno no quesito tecnológico, atendendo às demandas do mercado, melhorando a experiência dos nossos clientes e aumentando a transparência nos preços dos ativos”, afirma Viviane Basso, vice-presidente de Operações da B3.

A executiva também destaca que “é mais um importante passo para o desenvolvimento do mercado secundário de renda fixa, já que possibilita a negociação de diferentes tipos de ativos, integração com mercado de derivativos e a entrada de novos perfis de investidores, como o estrangeiro”, concluiu.