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Carteira de renda fixa do Safra inclui CRI do Grupo Mateus e a Debênture da São Simão

Carteira de renda fixa do Safra inclui CRI do Grupo Mateus e a Debênture da São Simão

Banco retira títulos da Rede D’Or e da Engie da seleção de setembro, formada por cinco papéis IPCA+ isentos de Imposto de Renda

O Safra atualizou sua carteira de renda fixa para setembro de 2026 com duas mudanças. O CRI do Grupo Mateus, com vencimento em julho de 2034, e a debênture UHSM12, da São Simão Energia, que vence em outubro de 2036, entraram no portfólio.

Deixaram a carteira os títulos da Rede D’Or, com vencimento em 2029, e da Engie, com prazo até 2038. Permanecem na seleção os papéis emitidos por PRIO, Klabin e Ecorodovias.

Com as alterações, o portfólio continua formado por cinco títulos vinculados ao IPCA e isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas. A carteira distribui os investimentos entre varejo, petróleo e gás, papel e celulose, rodovias e geração de energia.

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Como ficou a carteira de renda fixa do Safra?

A seleção de setembro apresenta vencimentos entre 2032 e 2036. Todos os emissores possuem classificação elevada de risco de crédito por pelo menos uma das principais agências de rating.

Carteira de Renda Fixa do Safra

O retorno real médio estimado da carteira é de IPCA + 8,2% ao ano, com duration de 4,9 anos. Considerando as cotações de 1º de setembro, o rendimento anual projetado corresponde a 101% do CDI.

“Estimamos um rendimento anual projetado de 101% do CDI e uma duration média de 4,9 anos”, afirma o relatório assinado por Yuri Machado e Roberto Pasqualini, analistas do Safra.

Devido à isenção de IR, o retorno líquido corresponde ao que seria obtido por uma aplicação tributada que pagasse aproximadamente 119% do CDI. Essa comparação não significa que os títulos remuneram diretamente o investidor com esse percentual do indicador.

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Por que Grupo Mateus e São Simão entraram?

O CRI do Grupo Mateus apresenta a maior taxa real da seleção, acima de IPCA + 10% ao ano, segundo o o Safra. O papel paga juros e amortizações mensalmente.

Entre os pontos favoráveis ao emissor, o banco destaca a alavancagem de 0,5 vez a relação entre dívida líquida e Ebitda, a operação dividida entre supermercados, atacarejo, eletrodomésticos e negócios B2B, além da presença em diferentes estados das regiões Norte e Nordeste.

A segunda novidade é a debênture da São Simão Energia. A empresa administra uma usina hidrelétrica com concessão válida até 2048 e mantém 70% da garantia física no regime de cotas, o que reduz parte da exposição às oscilações do preço da energia.

A São Simão apresentava alavancagem de 2,5 vezes e margem Ebitda de 73%. O Safra ressalta, contudo, que a companhia possui um empréstimo-ponte com vencimento em 2026, que deverá ser refinanciado ou parcialmente amortizado com a geração de caixa. A debênture paga juros semestralmente e começa a amortizar o principal anualmente em 2033.

Nos demais ativos, o banco destaca a eficiência da PRIO na recuperação de campos maduros, a escala e a verticalização da Klabin e o portfólio de concessões de longo prazo da Ecorodovias.

A atualização ocorre em um ambiente de desaceleração dos preços. O IPCA-15 caiu 0,40% em agosto, enquanto o Safra projeta inflação de 4,80% e Selic de 13,25% no encerramento de 2026.

Mesmo classificados como renda fixa, os títulos estão sujeitos aos riscos de crédito, liquidez e marcação a mercado. A negociação por investidores que não sejam profissionais também pode depender da assinatura de termo de aceite.