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Ágora vê risco maior de recuperação judicial da Braskem após pedido dos credores

Ágora vê risco maior de recuperação judicial da Braskem após pedido dos credores

Detentores de títulos querem que Petrobras e IG4 Capital assumam compromisso de injetar US$ 3 bilhões na renegociação de US$ 11 bilhões em dívidas

Um grupo de credores da Braskem (BRKM5) quer que Petrobras (PETR4) e IG4 Capital se comprometam com um aporte de capital de US$ 3 bilhões na petroquímica. O pedido faz parte da negociação para reestruturar cerca de US$ 11 bilhões em dívidas, segundo a Bloomberg.

A exigência veio depois de os detentores de títulos rejeitarem o plano apresentado pela companhia. A proposta previa captar US$ 2 bilhões com os próprios credores: cerca de US$ 1,25 bilhão para recomprar dívidas por até metade do valor de face e US$ 750 milhões para capital de giro.

Com a recusa, a distância entre as partes continua grande. A saída extrajudicial, negociada fora dos tribunais, perde força, e a hipótese de um pedido de recuperação judicial volta à mesa.

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Petrobras amplia presença, mas não assina compromisso

A estatal aumentou sua participação nas conversas justamente para evitar esse desfecho. Até agora, no entanto, não deu sinal de que aceitará o compromisso vinculante cobrado pelos credores, aquele que a obrigaria a colocar o dinheiro.

Para Vicente Falanga, do Bradesco BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos, o valor pedido torna a adesão improvável.

“Consideramos difícil que a Petrobras se comprometa a realizar um aporte de capital elevado na Braskem, como os US$ 3 bilhões solicitados”, afirmam os analistas Vicente Falanga, do Bradesco BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos.

A leitura dos dois tem consequência direta sobre o destino da empresa. Sem um dos controladores disposto a bancar a conta, o caminho negociado fica mais estreito.

“Esse cenário aumenta as chances de a Braskem recorrer à recuperação judicial”, avaliam os analistas Vicente Falanga, do Bradesco BBI, e Ricardo França, da Ágora Investimentos.