O Grupo Mateus (GMAT3) apresentou sinais de melhora operacional no segundo trimestre, mas ainda não convenceu a Benndorf Research de que a recuperação dos resultados está consolidada. Em relatório sobre o balanço, a casa de análise destacou a evolução em relação ao primeiro trimestre, principalmente na geração de caixa e nas margens, mas manteve recomendação Neutra para a ação. Na bolsa de valores, as ações caem 1%.
Na comparação anual, o resultado ainda foi considerado fraco, pressionado pelo cenário macroeconômico adverso, pela integração do Novo Atacarejo e pela redução das vendas em canais menos rentáveis. Para a Benndorf, porém, a melhora sequencial indica que a companhia começa a capturar os efeitos da integração das operações.
A receita líquida alcançou R$ 9,9 bilhões no 2T26, alta de 12,2% em relação ao mesmo período do ano passado. O crescimento foi impulsionado principalmente pela consolidação do Novo Atacarejo, pela abertura de 25 lojas nos últimos 12 meses e pelo avanço das operações de Atacado B2B e Eletro.
O crescimento da receita, entretanto, veio acompanhado de pressão sobre as vendas mesmas lojas (SSS), que recuaram 8,0%. Segundo a Benndorf, o indicador refletiu o consumo mais fraco e a redução da participação do canal Balcão nos atacarejos, considerado menos rentável.
Margens mostram recuperação no trimestre
O lucro bruto somou R$ 2,3 bilhões, avanço de 10,4% na comparação anual. A margem bruta ficou em 23,5%, 0,3 ponto percentual abaixo da registrada no 2T25, mas 0,6 ponto acima do primeiro trimestre deste ano.
A melhora sequencial foi atribuída ao avanço do mix de canais. O movimento também apareceu nas despesas operacionais, que, embora tenham crescido na comparação anual devido à consolidação do Novo Atacarejo e à expansão da rede, recuaram em relação ao 1T26.
As despesas encerraram o trimestre equivalentes a 16,4% da receita, uma melhora de 1 ponto percentual em relação ao trimestre anterior.
O principal ponto de atenção continua sendo o EBITDA. Na métrica pré-IFRS 16, o indicador caiu 21,1% na comparação anual, para R$ 523,5 milhões, enquanto a margem recuou 2,3 pontos percentuais, para 5,3%.
Na leitura pós-IFRS 16, porém, o EBITDA alcançou R$ 681,6 milhões, com margem de 6,9%. Nesse critério, houve crescimento de 25,5% e ganho de 1,1 ponto percentual de margem em relação ao 1T26.
Para a Benndorf, a comparação anual ainda evidencia a desalavancagem operacional provocada pelo atual ciclo de expansão e integração, mas a evolução sequencial representa um sinal mais positivo sobre a trajetória dos resultados.
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