A Ineos, gigante britânica da área química, sinalizou interesse na fatia da Novonor (ex-Odebrecht) na Braskem (BRKM5). As informações são do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
A multinacional estrangeira teria procurado um escritório de advocacia para obter informações sobre a operação.
Até então, diversas empresas já demonstraram interesse na fatia da controladora da Braskem. Entre elas, Unipar (UNIP6), J&F, e Adnoc e Apollo, estatal de petróleo de Abu Dhabi e fundo de private equity norte-americano, respectivamente.
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Foi estabelecido entre a Petrobras (PETR3; PETR4), que é sócia da Novonor no negócio, e os ofertantes que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é quem dará a última palavra sobre o destino da Braskem.
Empresas demonstram interesse em fatia na Braskem
No início de junho, a Unipar (UNIP6), maior produtora de cloro e soda cáustica da América do Sul, enviou uma proposta não vinculante à Novonor para deter 34,36% do total de ações. A oferta prevê ainda que a empresa permaneça com uma participação minoritária, de 4%.
Um time com executivos da Adnoc e do Apollo também fez uma oferta pela fatia, que envolve cerca de US$ 7,2 bilhões (cerca de R$ 34,43 bilhões) – ou R$ 47 por ação.
A J&F, controladora da JBS (JBSS3), entrou no páreo pela operação, com uma proposta de R$ 10 bilhões. A empresa dos irmãos Joesley e Wesley Batista já tinha mostrado interesse na petroquímica em 2022.
O mercado espera que a Braskem seja vendida a qualquer momento para a J&F ou para a Unipar. Recentemente, executivos da produtora de cloro e soda cáustica se reuniram com bancos de investimento para dar garantias em uma oferta de R$ 10 bilhões.
O Itaú BBA e o Citi, dois grandes players do setor, apoiam a proposta da Unipar.