A Helbor (HBOR3) anunciou a assinatura de um memorando de entendimentos (MOU) com a Cyrela (CYRE3) para desenvolver um empreendimento residencial voltado ao Minha Casa Minha Vida. O projeto será construído em um terreno de 26 mil m² na Zona Sul de São Paulo, com Valor Geral de Vendas (VGV) estimado em R$ 1,5 bilhão.
Pelo acordo, a Helbor venderá o terreno mediante pagamento em caixa e manterá 30% de participação no projeto, enquanto a Cyrela liderará o desenvolvimento. A parceria também prevê que a Cyrela possa adquirir participação na HESA 159 Empreendimentos Imobiliários, veículo ligado à Helbor, ou criar nova estrutura societária. A conclusão depende da aprovação do CADE.
Estratégia da Helbor segundo analistas da Ágora Investimentos
A equipe de research da Ágora Investimentos avalia que o movimento é estratégico, pois amplia a exposição da Helbor ao segmento de baixa renda, fora do seu foco tradicional, e acelera a geração de caixa. Segundo os analistas, empreendimentos desse tipo geralmente vendem mais rápido e têm ciclos curtos, favorecendo a liquidez da companhia.
Embora o valor exato do pagamento não tenha sido divulgado, a Ágora observa que o impacto inicial na alavancagem deve ser limitado. Parte relevante do recebimento será na forma de participação no projeto, em uma dinâmica semelhante a uma permuta financeira, comum no setor imobiliário brasileiro.
“Ainda que o recebimento imediato em caixa seja menor do que em uma venda tradicional, a manutenção de participação preserva o potencial de geração de valor no médio prazo”, destacam os analistas da Ágora, avaliando a estratégia de forma indireta.
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De forma geral, a Ágora considera a operação positiva. Em relatório, a equipe afirma que “empreendimentos de baixa renda tendem a gerar caixa mais rapidamente do que projetos de média e alta renda ou corporativos”, que seriam a destinação original do terreno. A parceria, portanto, é vista como passo importante para desalavancagem e otimização do portfólio da Helbor.






