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Braskem: venda de participação reduz pressão imediata sobre balanço

Braskem: venda de participação reduz pressão imediata sobre balanço

De saída, a companhia já obtém uma redução imediata na pressão imediata sobre o balanço

A venda da participação da Novonor, ex-Odebrecht, na Braskem (BRKM5), traz boas notícias para a empresa e para o setor petroquímico. De saída, a companhia já obtém uma redução imediata na pressão imediata sobre o balanço, alinha incentivos entre credores e acionistas e cria espaço para uma reestruturação financeira e operacional, o que pode melhorar os resultados, caso haja disciplina de custos, otimização de ativos e alocação eficiente de capital.

Frederico Fernandes, responsável por precificação de petroquímica da Argus, fez uma análise dos possíveis desfechos sobre o que pode ocorrer com essa transação. Ele diz que a venda está estruturada como uma venda judicial da participação de controle da Novonor, com pagamento majoritariamente por meio de instrumentos de dívida, em vez de dinheiro, convertendo na prática parte das obrigações financeiras da Novonor em participação acionária sob fundos assessorados pela IG4.

“A Petrobras permanece como co-controladora sob um novo acordo de acionistas que exige decisões de governança unânimes”, avalia ele.

Ele a avalia ainda que, para o setor petroquímico como um todo, o acordo sinaliza um movimento em direção a maior pragmatismo financeiro e consolidação, podendo restaurar a confiança na cadeia petroquímica brasileira após um longo período de margens fracas e altas importações, ao mesmo tempo em que reforça a influência estratégica da Petrobras sobre ativos petroquímicos domésticos.

Como foi a negociação

A Braskem deu um passo importante rumo a uma mudança de controle após sua atual acionista Novonor e a subsidiária NSP Investimentos assinarem um contrato para vender sua participação controladora ao fundo Shine I, assessorado pela gestora IG4 Capital, focada em reestruturações.

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De acordo com o comunicado, o Shine I deve adquirir cerca de 50,1% das ações com direito a voto da Braskem, o equivalente a aproximadamente 34,3% do capital total, por meio de um processo de venda judicial. A conclusão ainda depende do cumprimento de determinadas condições, incluindo aprovações regulatórias e decisões da Petrobras, uma das principais acionistas.