A Rumo (RAIL3) anunciou ao mercado que a primeira fase do projeto LDRV — o terminal localizado na BR-070, com capacidade de movimentação de até 10 milhões de toneladas por ano — está programada para entrar em operação em 19 de junho de 2026.
Para o BTG Pactual, trata-se de um marco fundamental para a empresa, especialmente em um momento em que o crescimento de volumes é um dos principais vetores de criação de valor.
A recomendação do BTG para as ações da Rumo é de compra, com preço-alvo de R$ 23, o que corresponde a um potencial de valorização de aproximadamente 66% em relação ao nível atual. A análise é assinada pelos analistas Lucas Marquiori, Fernanda Recchia e Samuel Alkmim.
Terminal estratégico na BR-070 expande rede no Mato Grosso
O novo terminal de transbordo corresponde à fase inicial do projeto FMT e estará posicionado estrategicamente ao longo da BR-070, conectando-se a Rondonópolis por uma extensão ferroviária de aproximadamente 160 quilômetros. A estrutura preserva opcionalidade para expansões futuras por meio de módulos adicionais.
“Vemos isso como um marco importante, especialmente considerando a natureza transformacional do projeto LDRV para o posicionamento competitivo da Rumo no estado, expandindo sua rede e reforçando seu papel como uma das soluções logísticas de grãos mais competitivas da região”, afirmam Marquiori, Recchia e Alkmim.
Entrega antecipada reforça melhora estrutural da companhia
O ritmo de execução surpreendeu positivamente. Em 2024, quando a Rumo revisou seu guidance de capex para R$ 3,8 bilhões a R$ 4,3 bilhões em termos reais, a gestão indicava que a conclusão do projeto estava prevista apenas para dezembro de 2026.
“A entrega mais rápida do que o esperado também reflete uma melhora estrutural mais ampla na competitividade da Rumo no mercado de logística de grãos do Mato Grosso”, destacam os analistas. A utilização da capacidade deve crescer gradualmente, com volumes potencialmente aumentando em cerca de 3 milhões de toneladas por ano nos próximos períodos.
Valuation descontado sustenta tese de longo prazo
O BTG enxerga o novo terminal, junto ao STS11 em Santos, como um driver relevante para destravar volumes adicionais, especialmente diante da precificação mais competitiva adotada pela Rumo desde o primeiro trimestre de 2026.
“Continuamos a ver a Rumo como uma história de longo prazo compelling para viabilização do agronegócio, negociando a um valuation descontado de 6 vezes EV/EBITDA 2026”, concluem Marquiori, Recchia e Alkmim.
A empresa ainda avalia a viabilidade das próximas fases do projeto LDRV e, por ora, não prevê comprometer capital adicional ao empreendimento em 2026.
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