O Banco do Brasil (BBAS3) aprovou um investimento de R$ 2,3 bilhões nos Correios, com vigência a partir de 2 de julho e por um prazo de até 60 meses. Os valores se referem à contrato para prestação de serviços postais convencionais, especiais e telemáticos, em âmbito nacional e internacional, prestados a todas as unidades do Banco com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT-Correios).
Em comunicado, o Banco do Brasil informou que não foi realizado procedimento de tomada de preços com terceiros em razão da inviabilidade de competição verificada no caso concreto, uma vez que a maior parte dos serviços demandados está sujeita ao monopólio postal exercido pela ECT.
Mais de 95% das despesas
A escolha dos Correios justifica-se pelo fato de a ECT-Correios deter a competência legal exclusiva para a prestação da maior parte dos serviços postais demandados pelo banco, em decorrência do regime de monopólio postal, que representam aproximadamente 97,84% das despesas de postagens do banco, caracterizando inviabilidade de competição.
“Adicionalmente, para os serviços não sujeitos ao monopólio, a ECT-Correios é a única organização com capilaridade, abrangência nacional e capacidade operacional suficientes para assegurar atendimento integrado, contínuo e padronizado, inclusive em localidades remotas e de difícil acesso”, informou o banco no comunicado.
Esse contrato vem em maio a uma crise financeira dos Correios. No fim do ano passado, foi aprovado um amplo plano de reestruturação financeira que, segundo a estatal, é decisivo para garantir a sustentabilidade do negócio, reequilibrar as contas e possibilitar o retorno ao lucro a partir de 2027. As medidas incluem a contratação de um empréstimo de até R$ 20 bilhões, a venda de imóveis, revisão de despesas e a possível redução de até mil unidades de atendimento deficitárias.
PublicidadePublicidadeA operação de crédito deve ser concluída até o fim de novembro e é considerada fundamental para assegurar liquidez imediata. O plano foi elaborado após diagnóstico interno que apontou queda de receitas, aumento de custos e necessidade urgente de modernização do modelo de negócios.
Além do empréstimo, os Correios pretendem monetizar ativos, incluindo imóveis avaliados em até R$ 1,5 bilhão, como estratégia para reforçar o caixa e financiar a transição estrutural descrita no plano. A estatal também estuda a readequação da rede de atendimento, hoje composta por cerca de 10 mil unidades — das quais 7 mil são próprias ou franqueadas.






