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Itaú: veja o que esperar do resultado do 2° trimestre

Itaú: veja o que esperar do resultado do 2° trimestre

Inadimplência acima de 90 dias deve subir para 2,0% no trimestre com deterioração concentrada em PMEs

O Itaú Unibanco (ITUB4) deve reportar lucro líquido recorrente de aproximadamente R$ 12,34 bilhões no segundo trimestre de 2026, alta de 1% em relação ao primeiro trimestre e 7% no ano, segundo projeções do Santander. O número ficaria 3% abaixo do consenso do mercado, que o banco considera mais otimista nas provisões e nas receitas com tarifas.

“Não esperamos um trimestre de destaque para o Itaú, mas acreditamos que os resultados deverão reforçar a percepção dos investidores sobre a qualidade de sua franquia, já que o banco é cada vez mais visto como uma instituição com lucros e desempenho de crédito resilientes em meio à deterioração da qualidade dos ativos no sistema financeiro brasileiro”, avaliaram os analistas Henrique Navarro, Anahy Rios e Lorenzo Giglioli, do Santander.

A recomendação segue de compra para o Itaú.

Carteira de crédito cresce com PMEs e imobiliário na liderança

A carteira de crédito deve crescer 7,4% no ano e 1% no trimestre, próximo ao ponto médio do guidance de 5,5% a 9,5%. O segmento de PMEs deve continuar como um dos destaques, enquanto no varejo o crédito imobiliário é o principal vetor positivo. O consignado privado segue crescendo, mas em ritmo mais lento do que no primeiro trimestre.

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“Acreditamos que o segmento de PMEs continuará sendo um dos destaques, e no varejo vemos o crédito imobiliário como o principal vetor positivo”, disseram Navarro, Rios e Giglioli.

A carteira de grandes empresas não deve apresentar crescimento relevante no período, funcionando mais como base para o aumento de provisões do que como motor de receita.

Provisões sobem e tarifas seguem fracas

A inadimplência acima de 90 dias deve subir 10 pontos-base no trimestre, atingindo 2,0%, com as provisões crescendo 7% no ano e 2% no trimestre. A deterioração principal deve vir das PMEs, com aumento de 10 pontos-base para cerca de 2,0%, movimento já esperado pelo mercado. A inadimplência em pessoas físicas deve permanecer praticamente estável, em 3,6%.

“Projetamos que a margem financeira com clientes cresça 5% no ano e 3% no trimestre, com margens financeiras estáveis. As receitas com tarifas bancárias provavelmente continuarão fracas, com crescimento de apenas 3% no ano”, projetaram os analistas.

O NII de mercado deve ficar estável em torno de R$ 820 milhões, mantendo o banco dentro do guidance anual de R$ 2,5 bilhões a R$ 5,5 bilhões.

Despesas sobem com normalização após sazonalidade do primeiro trimestre

As despesas não relacionadas a juros devem crescer 4% tanto no ano quanto no trimestre, principalmente por maiores gastos com pessoal e despesas relacionadas ao volume de transações. O primeiro trimestre havia sido favorecido por sazonalidade positiva, e o segundo trimestre representa a normalização desse efeito.

“Temos observado um interesse crescente de investidores pelos bancos brasileiros, especialmente daqueles que buscam evitar riscos relacionados à qualidade dos ativos”, observaram Navarro, Rios e Giglioli.

O Santander mantém a visão de que o Itaú está no caminho para entregar o ponto médio do guidance de lucro líquido recorrente para 2026, de aproximadamente R$ 51 bilhões.

“Mantemos nossa recomendação de compra para ITUB4, pois acreditamos que o banco segue no caminho para entregar o ponto médio de seu guidance de lucro líquido recorrente para 2026”, concluíram Henrique Navarro, Anahy Rios e Lorenzo Giglioli, que veem o banco como referência de qualidade num ambiente de crédito mais desafiador para o sistema financeiro como um todo.

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