A Cury (CURY3) divulgou nesta terça-feira (7) a prévia de seus resultados operacionais do segundo trimestre de 2026 (2T26) e do primeiro semestre do ano (6M26). Os números mostram avanço na produção de unidades, recorde no banco de terrenos e a maior geração de caixa trimestral já registrada pela companhia, ainda que as vendas líquidas e a velocidade de vendas (VSO) tenham recuado na comparação anual.
A companhia apresentou geração de caixa operacional de R$ 144,9 milhões no 2T26, alta de 40,2% frente ao mesmo período de 2025 e de 55,1% em relação ao primeiro trimestre deste ano. É a maior cifra trimestral da história da Cury e marca o 29º trimestre consecutivo de geração de caixa positiva.
No acumulado do semestre, o indicador somou R$ 238,2 milhões, avanço de 84,5% sobre os primeiros seis meses de 2025.
Considerando os lançamentos recentes e as aquisições realizadas, a Cury encerrou o trimestre com banco de terrenos de R$ 26.092,8 milhões em VGV potencial, alta de 23,6% frente ao 2T25 e de 4,7% na comparação com o trimestre anterior. O volume representa recorde histórico para a companhia e equivale a 84,05 mil unidades potenciais, distribuídas em 91 empreendimentos. Do total, R$ 19.229,8 milhões estão localizados em São Paulo e R$ 6.863 milhões no Rio de Janeiro.
A companhia produziu 5.737 unidades no 2T26, alta de 41,8% na comparação anual, também um recorde trimestral. No acumulado do semestre, a produção somou 10.371 unidades, crescimento de 40% frente ao mesmo período de 2025. A Cury encerrou o trimestre com 87 obras em andamento, ante 81 no 2T25.
Lançamentos avançam e vendas líquidas recuam
No 2T26, a Cury lançou 11 empreendimentos, sendo oito em São Paulo e três no Rio de Janeiro, com VGV total de R$ 2.256,9 milhões, alta de 1,4% frente ao 2T25, mas queda de 14,7% em relação ao trimestre anterior. O preço médio por unidade lançada foi de R$ 344,6 mil, avanço de 2% na comparação anual.
No semestre, o VGV lançado somou R$ 4.903,6 milhões, recuo de 2,1% frente aos 6M25, enquanto o preço médio por unidade avançou 5,8%, para R$ 337 mil.
As vendas líquidas somaram R$ 2.045,5 milhões no 2T26, queda de 9,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025. A VSO líquida do trimestre ficou em 40,5%, redução de 7 pontos percentuais frente aos 47,5% do 2T25 e de 4,6 pontos percentuais na comparação com o 1T26. No acumulado dos últimos doze meses, a VSO líquida está em 72%. O preço médio de vendas, por sua vez, avançou 6,9% na comparação anual, para R$ 331 mil.
No semestre, as vendas líquidas somaram R$ 4.350,1 milhões, praticamente estável frente aos 6M25 (-0,4%), com VSO líquida de 59,1%, queda de 4,5 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano anterior.
A Cury encerrou o trimestre com estoque de R$ 3.008,3 milhões, alta de 7,2% frente ao 1T26 e de 20,4% em relação ao 2T25. Do total, 97,9% referem-se a unidades lançadas ou em construção, e apenas 2,1% a unidades concluídas. Pelo critério de aging, 33% do estoque corresponde a lançamentos de até três meses, enquanto 27% tem mais de um ano de lançamento.
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