Os jogadores Mayke, do Palmeiras, e Gustavo Scarpa, que defendeu o clube paulista até o ano passado e hoje está no Nottingham Forest, da Inglaterra, abriram processo judicial contra uma gestora de valores com a alegação de terem sido vítimas de um golpe envolvendo investimentos em criptomoedas. Neste texto, vamos contar essa história e relembrar algumas dicas sobre como evitar golpes com criptos e ampliar a possibilidade de ganhos na modalidade.
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Como evitar golpes com criptos: a história contada pelos jogadores
O assunto foi revelado nesta sexta-feira (10) pelo site ge.globo e será tema de reportagem no Fantástico, da TV Globo, no domingo (12).Segundo as informações iniciais, Gustavo Scarpa declarou em boletim que investiu R$ 6,3 milhões numa empresa chamada Xland Holding Ltda, com promessa de retorno estimado entre 3,5% a 5% ao mês, enquanto Mayke colocou R$ 4,083 milhões.
Os dois ainda disseram que a indicação no investimento foi feitq pelo atacante Willian Bigode, também ex-jogador do Palmeiras e hoje no Fluminense. Ele tem uma empresa chamada WLJC Gestão Financeira, que também foi envolvida como parte no processo.

Em comunicado emitido nesta sexta-feira após a revelação do caso, Willian disse que também é parte prejudicada e que teria perdido cerca de R$ 17,5 milhões com a Xland, valor que deveria ter sido resgatado em novembro de 2022.
Em consulta ao site da Receita Federal, a Xland aparece como empresa sediada em Brasília, tendo como atividade principal “Holdings de instituições não-financeiras”, e, como uma das atividades secundárias, “Outras atividades auxiliares dos serviços financeiros não especificadas anteriormente”.
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Como evitar golpes com criptos: as ações mais famosas para ludibriar investidores
Antes de começar, vale lembrar que o investimento em Criptoativos, como toda aplicação de Renda Variável, combina uma boa possibilidade de ganhos ou um alto risco, diante da volatilidade do setor.
Por exemplo, quem investiu em Bitcoin ao longo do último ano viu a mais conhecida das criptomoedas flutuar fortemente, perdendo quase 80% do valor em outubro do ano passado, durante a crise que resultou na quebra da FTX, e depois recuperando parte disso em janeiro.

A principal recomendação dos especialistas, na questão do risco, é alocar apenas uma parte de seu patrimônio em criptomoedas, além de contar com o apoio de assessorias e corretoras confiáveis.
Já sobre os golpes, o principal sinal de alerta é não se deixar seduzir por promessas de rendimentos acima dos valores médios das demais aplicações. Os ganhos até podem vir, mas ninguém tem como garantir que isso aconteça;
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Conheça abaixo alguns dos golpes:
Trading boots
Os trading, ou “robôs de negociação”, existem no mundo real para fazer operações de forma automática, rentabilizando o capital de quem investe neles. Mas eles também podem ser usados como fachada para uma pirâmide financeira, o chamado “Esquema Ponzi”.
Os criminosos oferecem retornos vantajosos com a promessa de obter lucros utilizando algoritmos que operam no mercado cripto via trading boots. A FTX é acusada desse golpe, já que os ganhos dos investidores iniciais viriam do dinheiro que entrava com novos clientes – que teriam ficado na mão com a falta de liquidez da empresa.
Falso sorteio de criptomoedas
Esse tipo de golpe geralmente é dado nas redes sociais, em especial o Twitter. A prática consiste em anunciar sorteios de criptomoedas no qual os participantes terão direito se depositarem uma determinada quantia. Os anúncios são feitos por perfis falsos, geralmente imitando pessoas famosas, ainda que, no ano passado, um ataque hackeou a identidade de diversos perfis e ficou mais difícil perceber o golpe.
Para complementar o golpe, outros perfis falsos retuitam o post, confirmando que participaram do sorteio e ganharam mais criptomoedas do que depositaram. Na verdade, tudo não passa de um esquema armado que visa apenas tirar dinheiro de investidores desavisados.
Phishing
O golpe consiste em enviar uma mensagem falsa, por e-mail ou whatsapp, contendo um link malicioso que leva a um site falso da corretora utilizada pelo investidor. Ao tentar se conectar, o cliente entrega seu acesso ao site verdadeiro e fica exposto a operações desavisadas.
Outra possibilidade é que um vírus infecte o computador do usuário, também em busca das senhas de acesso. A recomendação é jamais clicar em links que pareçam suspeitos e, quando houver dúvida, entrar em contato com o suporte do banco ou corretora.
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Como evitar golpes com criptos: dicas dos especialistas
Veja algumas maneiras eficientes de se proteger contra os golpes com criptomoedas.
- Autenticação de dois fatores: consiste em ativar uma camada de segurança extra ao processo de login na plataforma de negociação, que pode ser um código enviado por SMS ou por um aplicativo específico de senhas.
- Não faça cópias digitais de suas senhas: muitos usuários anotam suas senhas em aplicativos de notas de computadores ou telefones celulares, que podem ser facilmente acessados em caso de furto, perda ou invasão do aparelho.
- Varie as senhas: já que anotar as senhas é arriscado, algumas pessoas optam por usar o mesmo código de acesso em todas as contas. O problema é que, se um golpista descobrir, passa a ter acesso a todas elas com apenas uma senha. A melhor solução é adotar um aplicativo de gerenciamento de senhas.
- Não acredite em promessas vultuosas: como dissemos acima, o mercado cripto até pode oferecer rendas acima da média do mercado, mas ninguém tem como oferecer garantia, já que há muita volatilidade. De toda forma, num cenário de Selic a 13,75% ao ano, qualquer promessa de rendimento na faixa de 3% ao mês ou acima deve acender o sinal de alerta para o investidor.
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