Café
Home
Notícias
Ações
Ânima supera consenso no Ebitda do 4º trimestre de 2025

Ânima supera consenso no Ebitda do 4º trimestre de 2025

Digital Learning expandiu margem operacional em 825 pb no ano apesar de queda de 8,8% na base acadêmica por suspensão de cursos regulatórios

A Ânima (ANIM3) encerrou o quarto trimestre de 2025 com resultados que superaram as estimativas do Safra e do consenso de mercado — e o banco mantém a recomendação de outperform (compra). Para os analistas Thiago Marmo, Ricardo Boiati e Rafael Une, os números refletem uma melhora operacional consistente em todas as unidades de negócio da companhia.

O Ebitda ajustado ex-IFRS 16 atingiu R$ 231 milhões, crescimento de 17% na comparação anual.

“O Ebitda ajustado ficou 5% acima da nossa estimativa e 6% acima do consenso, com margem de 26,8%, alta de 185 pontos-base no ano e 159 pontos-base acima das nossas projeções”, destacam os analistas. A margem consolidada superou tanto o Safra quanto o mercado.

No segmento Core, a receita acadêmica somou R$ 474 milhões, com crescimento de 5% no ano, sustentado por alta de 7% no ticket médio.

Publicidade
Publicidade

“A contração da base de alunos desacelerou significativamente, para 2% no quarto trimestre de 2025, frente a 7% no quarto trimestre de 2024”, apontam Marmo, Boiati e Une. A receita operacional ajustada do segmento chegou a R$ 167 milhões, com melhora de 113 pontos-base na margem.

No Digital Learning, a estratégia de foco em programas de maior qualidade de receita compensou o impacto regulatório.

“A suspensão dos cursos de Engenharia e Licenciaturas reduziu a base acadêmica em 8,8% no ano, mas a receita cresceu 4% e a margem operacional avançou 825 pontos-base”, explicam os analistas. O resultado operacional ajustado do segmento saltou 24% no ano, para R$ 43 milhões.

A Inspirali manteve seu desempenho robusto.

“A receita total de R$ 390 milhões cresceu 16% no ano, com margem Ebit ajustada de 55% e alta de 114 pontos-base”, ressaltam os analistas. Excluindo um efeito não recorrente de R$ 12 milhões, a receita acadêmica cresceu 9%.

A alavancagem subiu levemente para 2,49 vezes a dívida líquida sobre Ebitda ajustado no trimestre – mas representa melhora relevante frente às 2,8 vezes de um ano antes.

“Mantemos nossa recomendação de Outperform, dado as melhorias estruturais na rentabilidade e um balanço mais robusto na comparação anual”, concluem Marmo, Boiati e Une.