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PRIO lucra US$ 392,7 milhões no 2T26, alta de 221%

PRIO lucra US$ 392,7 milhões no 2T26, alta de 221%

Produção e vendas atingem recordes, Ebitda ajustado sobe 239% e dívida líquida cai US$ 326 milhões

A PRIO (PRIO3) registrou lucro líquido de US$ 392,7 milhões no segundo trimestre de 2026, alta de 220,5% frente aos US$ 122,5 milhões apurados no mesmo período do ano anterior.

A receita líquida alcançou US$ 1,22 bilhão, crescimento anual de 160%. Já o Ebitda ajustado, incluindo os efeitos do IFRS 16, avançou 239%, para US$ 901,3 milhões. A margem Ebitda subiu 17 pontos percentuais, para 74%.

Na base sem os efeitos do IFRS 16, utilizada pela companhia para acompanhar o desempenho operacional, o lucro líquido foi de US$ 413,3 milhões, alta de 169%. O Ebitda ajustado somou US$ 878,6 milhões, avanço de 218%.

“No período, registramos três recordes: produção média de 172 mil barris por dia e vendas de 15,3 milhões de barris”, afirma a administração da PRIO na mensagem que acompanha o balanço.

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Produção recorde reduz custo por barril

A produção média da PRIO atingiu o recorde de 172 mil barris por dia no 2T26, com altas de 72% na comparação anual e de 11% frente ao primeiro trimestre.

As vendas também alcançaram o maior patamar já registrado pela companhia, de 15,3 milhões de barris. O volume cresceu 87% em relação ao 2T25 e 3% no trimestre.

Ao mesmo tempo, o lifting cost caiu para US$ 8,90 por barril, redução de 36% em um ano e de 5% frente ao trimestre anterior. Segundo a PRIO, o resultado reflete a otimização dos custos de Peregrino e a entrada dos quatro poços produtores de Wahoo.

A combinação entre maior produção e custos unitários menores ajudou a diluir as despesas operacionais. O custo dos produtos vendidos, sem IFRS 16, cresceu apenas 13%, para US$ 132,3 milhões, mesmo diante do aumento de 87% no volume comercializado.

Wahoo alcança produção de 40 mil barris por dia

A conclusão do desenvolvimento de Wahoo foi um dos principais destaques operacionais do trimestre. O período começou com dois poços conectados e produção de 20 mil barris por dia.

O terceiro poço entrou em operação em abril, elevando a produção para 30 mil barris diários. Em junho, a conexão do quarto poço levou o campo ao patamar de 40 mil barris por dia.

“Em junho, conectamos o quarto, alcançando 40 mil barris por dia e concluindo o primeiro desenvolvimento integralmente executado pela PRIO”, destaca a companhia.

Com Wahoo, a produção média do cluster Valente, formado pelos campos de Frade e Wahoo, chegou a 61,1 mil barris por dia. O volume aumentou 165% em um ano e 87% frente ao primeiro trimestre.

Em Frade, uma falha na linha de gas lift interrompeu temporariamente três poços em maio. A substituição da linha foi concluída em julho, com a retomada da produção.

Após a normalização desse ativo e do poço ABL-68, em Albacora Leste, a produção total da PRIO superou 196 mil barris por dia em julho.

Peregrino amplia escala da PRIO

Peregrino registrou produção média de 74,5 mil barris por dia, considerando a participação da PRIO. O volume caiu 7% frente ao primeiro trimestre, mas cresceu 90% na comparação anual.

A expansão em um ano reflete a aquisição de uma participação adicional de 40% e a assunção da operação do campo, concluídas em novembro de 2025.

No fim de maio, a companhia iniciou a produção do poço A-15, primeiro do reservatório Isolado. Com isso, a produção total de Peregrino voltou a superar 100 mil barris por dia. Outros dois poços deverão ser conectados ao longo do terceiro e do quarto trimestres.

Albacora Leste produziu, em média, 22,1 mil barris por dia, quedas de 16% no trimestre e de 18% em um ano. Já o cluster Bravo apresentou produção de 14,3 mil barris diários, recuo trimestral de 10%, mas alta anual de 30%.

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Imposto de exportação limita ganho com o Brent

A valorização de 45% do Brent frente ao 2T25 também impulsionou o resultado. O preço médio de referência realizado pela PRIO foi de US$ 94,60 por barril, enquanto o preço equivalente FOB ficou em US$ 87,69.

O desconto comercial consolidado diminuiu de US$ 8,15 por barril no primeiro trimestre para US$ 6,91 no 2T26.

“Mesmo em um ambiente de grande volatilidade por conta do conflito no Oriente Médio, chegamos a um desconto comercial de US$ 6,91 por barril”, afirma a administração.

A PRIO realizou ainda o primeiro descarregamento direto do FPSO de Peregrino para um navio do tipo VLCC e a primeira mistura do petróleo do campo com óleos mais leves. As iniciativas ampliam as alternativas de comercialização e o acesso a diferentes mercados.

Parte do ganho proporcionado pela alta do petróleo foi limitada pelo imposto de exportação, vigente desde 12 de março. Os impostos sobre vendas internas e exportações somaram US$ 114 milhões, alta de 1.506% em um ano.

O resultado de comercialização ficou negativo em US$ 103,7 milhões, ante perda de US$ 30,5 milhões no 2T25. Royalties e participação especial, por sua vez, aumentaram 230%, para US$ 179,4 milhões.

Mesmo com essas pressões, o resultado operacional sem IFRS 16 atingiu US$ 911,8 milhões, crescimento de 204%. O resultado financeiro ficou negativo em US$ 120,1 milhões, diante de uma perda de US$ 55 milhões um ano antes, refletindo o aumento das despesas com juros e os efeitos das operações de proteção.

Dívida líquida cai para US$ 4 bilhões

A dívida líquida da PRIO encerrou junho em US$ 4,05 bilhões, redução de aproximadamente US$ 326 milhões frente aos US$ 4,37 bilhões registrados no primeiro trimestre.

A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado recuou de duas vezes para 1,5 vez. A posição de caixa aumentou de US$ 533 milhões para US$ 713 milhões.

“Encerramos o 2T26 com alavancagem de 1,5 vez, mantendo a trajetória de desalavancagem ao mesmo tempo em que executamos nossos projetos de crescimento”, afirma a PRIO.

No trimestre, a companhia recomprou 9,3 milhões de ações e concluiu o pagamento dos US$ 168,7 milhões restantes do título de dívida emitido em 2021. Segundo a empresa, essa era sua última obrigação com garantia real.

A PRIO também prorrogou US$ 354,1 milhões em dívidas bilaterais que venceriam em 2027 para 2028 e 2029. O custo médio da dívida terminou o trimestre em 6,4% ao ano, com prazo médio de 2,7 anos.