A Petrobras (PETR4) receberá aproximadamente US$ 859 milhões líquidos de suas parceiras no consórcio BM-S-11A após a assinatura de acordos referentes às jazidas compartilhadas de Berbigão e Sururu. O pagamento será concluído até novembro de 2026, informou a companhia nesta terça-feira (13).
Os acordos foram assinados com Shell, TotalEnergies e Petrogal e abrangem a equalização de gastos e volumes das duas jazidas e de seus ativos compartilhados, localizados na Bacia de Santos.
“Em decorrência da assinatura dos Acordos de Equalização de Gastos e Volumes (AEGVs), a Petrobras receberá das empresas parceiras do Consórcio BM-S-11A o valor líquido de aproximadamente US$ 859 milhões. O montante será liquidado até novembro de 2026”, afirma a Petrobras.
O acerto financeiro decorre da entrada em vigor dos Acordos de Individualização da Produção (AIPs) de Berbigão e Sururu. A aprovação desses instrumentos pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) definiu as participações proporcionais das empresas nas jazidas.
“Esta nova configuração reconcilia as receitas obtidas da produção, os gastos incorridos com os investimentos, os gastos operacionais e os royalties de petróleo, de forma proporcional às participações das partes nas jazidas compartilhadas. O período considerado compreende desde a assinatura do Contrato de Concessão BM-S-11, em 15/09/2000, até a data de 30/04/2026, dia anterior à data efetiva dos AIPs de Berbigão e de Sururu”, explica a companhia.
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O comunicado desta terça-feira dá continuidade às informações divulgadas pela Petrobras em 4 de maio de 2026, após a entrada em vigor dos AIPs.
Participações nas jazidas
Segundo a ANP, a individualização da produção organiza a exploração de jazidas que se estendem por mais de uma área contratada. Os acordos estabelecem a participação de cada empresa na produção e definem o operador responsável pelas atividades unificadas.
Berbigão e Sururu englobam áreas do contrato de concessão BM-S-11A, no qual a Petrobras possui 42,5% de participação, e do contrato de cessão onerosa, em que a estatal detém 100%.
Com os acordos aprovados pela ANP, a Petrobras permanece como operadora das duas jazidas. As participações proporcionais ficaram divididas da seguinte forma:
| Empresa | Sururu | Berbigão |
|---|---|---|
| Petrobras | 45,394% | 62,913% |
| Shell | 23,742% | 16,125% |
| TotalEnergies | 21,367% | 14,512% |
| Petrogal | 9,497% | 6,450% |
Fonte: Petrobras.
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