A temporada de balanços dos EUA – Estados Unidos – têm início nesta terça-feira (13). E quem dá o pontapé inicial na divulgação dos relatórios financeiros são os bancos, como JP Morgan, Wells Fargo e Goldman Sachs.
O JPMorgan registrou queda de 4% na receita de negociação de renda fixa no terceiro trimestre, na primeira retração em mais de dois anos. A receita total de negociação somou US$ 10,3 bilhões, abaixo dos US$ 10,5 bilhões esperados pelo mercado, segundo informações da Bloomberg.
A receita líquida de juros alcançou US$ 27 bilhões, superando as estimativas. Por outro lado, as despesas totalizaram US$ 27,3 bilhões, acima do esperado, enquanto o banco contabilizou US$ 658 milhões em perdas líquidas com títulos de investimento.
O desempenho evidencia a pressão sobre algumas das principais fontes de receita do banco, em um trimestre marcado por resultados diferentes entre as operações financeiras.
Wells Fargo aumenta lucro
O Wells Fargo registrou lucro líquido de US$ 5,95 bilhões no terceiro trimestre, alta de 6,5% em relação ao mesmo período anterior. O lucro por ação foi de US$ 1,87, acima da previsão de US$ 1,84.
A receita avançou 2%, para US$ 21,9 bilhões. A provisão para perdas de crédito somou US$ 1 bilhão, enquanto as baixas líquidas de empréstimos ficaram em US$ 983 milhões. Os dois indicadores vieram abaixo das estimativas do mercado.
O banco destacou os baixos níveis de inadimplência e a solidez financeira de consumidores e empresas, sinalizando resiliência na carteira de crédito.
A receita líquida de juros aumentou 4,7%, para US$ 12,5 bilhões, mas ficou ligeiramente abaixo dos US$ 12,6 bilhões projetados pelos analistas. O Wells Fargo manteve a expectativa de receita líquida de juros de aproximadamente US$ 50 bilhões para o ano.
Goldman Sachs supera expectativas
O Goldman Sachs também apresentou resultados acima das projeções. O lucro ajustado por ação atingiu US$ 17,01 no terceiro trimestre, superando a estimativa de US$ 13,09.
A receita cresceu 23%, para US$ 18,68 bilhões, acima dos US$ 16,86 bilhões esperados pelo mercado.
O principal destaque foi a negociação de ações, cuja receita disparou 72%, alcançando US$ 6,44 bilhões. Já as operações de renda fixa, câmbio e commodities registraram desempenho praticamente estável, com receita de US$ 3,47 bilhões.
A atividade de banco de investimento também contribuiu para o resultado positivo. As receitas dessa divisão aumentaram 21%, para US$ 3,22 bilhões, impulsionadas pela maior movimentação em fusões e aquisições, além de emissões de ações e títulos de dívida.
A divulgação dos resultados de JPMorgan, Wells Fargo e Goldman Sachs oferece sinais distintos sobre o ambiente financeiro dos Estados Unidos. A queda na receita de negociação de renda fixa do JPMorgan contrasta com o avanço das operações com ações do Goldman Sachs e com a melhora do lucro e dos indicadores de crédito do Wells Fargo.
Ao longo da temporada de balanços dos EUA, investidores devem acompanhar a capacidade dos bancos de sustentar receitas, controlar despesas e preservar a qualidade dos empréstimos. Os resultados também ajudam a avaliar o ritmo das operações nos mercados de capitais e a disposição de empresas e investidores para retomar negócios de maior porte, como fusões, aquisições e emissões de títulos.
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