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Mondelēz lucra US$ 1,5 bi no 2T26, alta de 142%

Mondelēz lucra US$ 1,5 bi no 2T26, alta de 142%

Receita subiu 4,1%, mas lucro ajustado por ação recuou 2,7% em moeda constante

A Mondelēz International (MDLZ; MDLZ34) registrou lucro líquido atribuível aos acionistas de US$ 1,548 bilhão no segundo trimestre de 2026, crescimento de 141,5% em relação aos US$ 641 milhões apurados no mesmo período do ano anterior.

O lucro diluído por ação avançou 144,9%, de US$ 0,49 para US$ 1,20. A companhia é responsável por marcas como Oreo, Cadbury, Milka, Toblerone e Ritz.

A receita líquida alcançou US$ 9,355 bilhões, alta anual de 4,1%. A receita orgânica, que desconsidera efeitos cambiais, aquisições e desinvestimentos, cresceu 2,2%, impulsionada por aumento de preços e avanço do volume vendido.

“Nosso segundo trimestre foi marcado por uma expansão robusta da receita, acompanhada por crescimento de volume”, afirmou Dirk Van de Put, presidente e CEO da Mondelēz.

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Efeitos contábeis impulsionam lucro da Mondelēz

A forte expansão do lucro reportado foi favorecida principalmente pela mudança no valor de mercado de derivativos ligados a commodities e moedas. O resultado também recebeu efeitos positivos de menores encargos com planos de pensão e de mudanças tributárias.

Ao retirar esses fatores, o desempenho foi mais moderado. O lucro líquido ajustado ficou em US$ 943 milhões, queda de 0,2% em valores reportados e de 2,9% em moeda constante.

O lucro ajustado por ação permaneceu em US$ 0,73 na comparação anual, mas recuou 2,7% quando excluído o efeito cambial.

O lucro operacional reportado cresceu 66%, para US$ 1,946 bilhão. A margem operacional passou de 13% para 20,8%, também beneficiada pelos derivativos.

Já o lucro operacional ajustado caiu 4,8%, para US$ 1,222 bilhão. A margem ajustada recuou 1,2 ponto percentual, para 13,1%.

Segundo a Mondelēz, o resultado ajustado foi pressionado pelo encarecimento das matérias-primas, pelo aumento das despesas administrativas e pelos gastos maiores com publicidade e promoção. A elevação dos preços e os ganhos de produtividade compensaram parte desses custos.

América Latina lidera crescimento das receitas

A América Latina apresentou o maior crescimento entre as regiões da Mondelēz. A receita avançou 15,1%, para US$ 1,374 bilhão, enquanto a expansão orgânica chegou a 8,4%.

A maior parte desse desempenho veio dos preços, com contribuição de 7,9 pontos percentuais. O volume e a combinação de produtos acrescentaram 0,5 ponto percentual.

Na região formada por Ásia, Oriente Médio e África, a receita aumentou 8,2%, para US$ 1,971 bilhão. O crescimento orgânico foi de 7,1%, sustentado principalmente pela alta de 5,2% em volume e mix.

A América do Norte registrou receita de US$ 2,633 bilhões, avanço de 3%. O crescimento orgânico atingiu 3,4%.

A Europa apresentou o desempenho mais fraco. A receita caiu 1%, para US$ 3,377 bilhões, enquanto a retração orgânica chegou a 3,5%, com quedas tanto nos preços quanto no volume.

Van de Put destacou a força dos mercados emergentes e o crescimento da operação norte-americana. Na Europa, a administração afirmou ter identificado sinais iniciais de melhora na participação de mercado.

“Estamos encorajados pelo impulso dos nossos negócios”, acrescentou o executivo.

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Mondelēz atualiza projeção para 2026

Após o desempenho do primeiro semestre, a Mondelēz passou a esperar crescimento orgânico da receita de pelo menos 2% em 2026.

A empresa manteve a projeção de estabilidade a crescimento de 5% no lucro ajustado por ação, considerando moeda constante. A expectativa de fluxo de caixa livre permanece próxima de US$ 3 bilhões.

No primeiro semestre, as atividades operacionais geraram US$ 1,322 bilhão em caixa. O fluxo de caixa livre alcançou US$ 668 milhões.

A Mondelēz também informou ter devolvido US$ 1,5 bilhão aos acionistas durante os seis primeiros meses do ano, por meio de dividendos e recompras de ações. A companhia anunciou ainda um aumento de 4% no dividendo trimestral.

As projeções consideram um ambiente de maior volatilidade, com incertezas geopolíticas, comerciais e regulatórias, além das oscilações nos preços das commodities.