O Agibank (AGBK) encontrou no crédito consignado privado uma das principais alavancas para um crescimento sólido em meio ao cenário conturbado de credito no país. A administração ainda argumenta de que a modalidade não é apenas um serviço isolado, e sim uma forma de novos clientes conhecerem e formarem um relacionamento com o banco.
“Após adquiridos, esses clientes tendem a permanecer engajados por longos períodos, elevando o valor econômico da relação”, analisam Henrique Navarro, Anahy Rios e Lorenzo Giglioli.
Segundo relatório publicado pelo Santander na última terça-feira (22), o banco segue sendo uma plataforma financeira diferenciada. Com uma atuação em um nicho consistente apoiada pela distribuição proprietária.
Além disso, o relatório ainda destacou o forte engajamento dos clientes e a carteira majoritariamente garantida.
“Embora a execução continue sendo fator-chave, especialmente na expansão do crédito consignado privado, acreditamos que a administração segue demonstrando confiança na capacidade da companhia de crescer preservando rentabilidade e qualidade de crédito”, reiteram.
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Consignado privado
Apesar dessa modalidade ter uma rentabilidade superior ao consignado tradicional, ele apresenta um risco de crédito maior.
O crédito consignado privado foi a principal iniciativa de expansão do banco, e após uma cautelosa implementação inicial a companhia adquiriu uma maior confiança na performance dessa modalidade, acelerando as concessões ao longo do ano.
Hoje em dia, as liberações de crédito mensais giram em torno de R$ 250 milhões a R$ 300 milhões.
“Embora ainda represente uma parcela reduzida da carteira total, a administração espera que o produto se torne cada vez mais relevante”, reforçam os analistas do Santander.
A prioridade é a qualidade do crédito
Durante reuniões com investidores, a gestão do banco enfatizou que uma as prioridades era a gestão do risco. E como forma de se proteger, eles mantém uma carteira predominantemente garantida, ou seja, caso a dívida não seja quitada, a companhia ainda sim garante o valor emprestado.
Segundo o relatório, aproximadamente 90% dos empréstimos do banco estão vinculado a estruturas de consignação e com uma exposição limitada a produtos sem garantia.
“A administração destacou o uso intensivo de dados proprietários, análises comportamentais e informações de fluxo de caixa dos clientes no processo de concessão, aumentando a confiança na rentabilidade da carteira”, afirmam os analistas.
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