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Lucro da Compass cai 19% no 2T26 com pressão do custo da dívida

Lucro da Compass cai 19% no 2T26 com pressão do custo da dívida

Resultado financeiro piorou 21% e depreciação aumentou com novos projetos; Ebitda avançou 5%, impulsionado pela distribuição e pela Edge

A Compass (PASS3) registrou lucro líquido de R$ 287,2 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 19% em relação aos R$ 352,6 milhões apurados no mesmo período do ano anterior.

A receita operacional líquida recuou 9%, para R$ 3,94 bilhões. O Ebitda, por sua vez, cresceu 5%, para R$ 1,27 bilhão, enquanto o Ebitda normalizado avançou 3%, para R$ 1,32 bilhão.

A redução do lucro foi explicada principalmente pela elevação das despesas financeiras e da depreciação, que compensaram o crescimento do resultado operacional. O balanço é o primeiro da companhia a abranger um trimestre no qual suas ações passaram a ser negociadas na B3. A Compass concluiu seu IPO em maio, em uma operação de aproximadamente R$ 3 bilhões.

“O lucro líquido no segundo trimestre de 2026 foi de R$ 287 milhões, 19% abaixo quando comparado ao mesmo período de 2025. O resultado reflete o incremento do Ebitda, compensado pela maior depreciação, principalmente dos novos projetos que entraram em operação, e pelo resultado financeiro”, informou a Compass no release de resultados.

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Dívida pressiona resultado financeiro

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 473,4 milhões, uma piora de 21% em relação ao segundo trimestre de 2025. O custo da dívida líquida aumentou 27%, para R$ 394,1 milhões.

Segundo a companhia, o desempenho refletiu principalmente o maior saldo da dívida líquida. Esse efeito foi parcialmente compensado pela redução do spread obtida por meio do processo de gestão do passivo financeiro.

A dívida líquida encerrou junho em R$ 11,51 bilhões, crescimento de 3% ante o primeiro trimestre. A empresa atribuiu ouiu o avanço ao pagamento de R$ 406 milhões em proventos referentes aos dividendos mínimos obrigatórios de 2025.

A alavancagem passou de 2,2 para 2,3 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda. A Compass informou que 95% dos financiamentos vencem no longo prazo e que o prazo médio da dívida alcançou 5,6 anos, com custo equivalente a 99,9% do CDI.

“Esse resultado reflete o trabalho de gestão de passivos realizado pela companhia ao longo dos últimos anos, preservando a saúde financeira da empresa diante do cenário de juros elevados e permitindo a expansão dos negócios sem pressionar a alavancagem”, declarou a Compass.

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Edge cresce e compensa menor demanda industrial

O segmento de distribuição registrou Ebitda de R$ 1,24 bilhão, crescimento anual de 6%. A empresa atribuiu o avanço ao melhor mix de consumo das classes residencial e comercial, que compensou a redução da demanda industrial nos setores químico, siderúrgico e cerâmico.

O volume distribuído recuou 1%, para 1,34 bilhão de metros cúbicos. Apesar da queda, a base de clientes cresceu 6%, para 3,15 milhões, após a conexão de 179 mil consumidores nos últimos 12 meses.

Em Marketing e Serviços, o Ebitda aumentou 50%, para R$ 140,3 milhões. Em bases normalizadas, o indicador avançou 14%, para R$ 182 milhões. O desempenho refletiu o maior volume comercializado pela Edge no mercado livre e as operações de otimização de cargas.

A Edge comercializou 461 milhões de metros cúbicos de gás no trimestre, aumento anual de 27%. A carteira de clientes mais que dobrou, de 23 para 61 contratos, enquanto a presença geográfica passou de sete para 11 estados.

Os investimentos consolidados somaram R$ 531,7 milhões, queda de 1%. O aporte na distribuição cresceu 31%, para R$ 509,5 milhões, enquanto os investimentos em Marketing e Serviços caíram 85%, após a conclusão da maior parte da primeira fase dos projetos de GNL B2B e da planta de biometano OneBio.