A CPFL Energia (CPFE3) registrou lucro líquido de R$ 1,44 bilhão no segundo trimestre de 2026, crescimento de 21,3% em relação aos R$ 1,19 bilhão apurados no mesmo período do ano anterior.
A receita operacional líquida avançou 5,3%, para R$ 11,11 bilhões, enquanto o Ebitda cresceu 17,4%, para R$ 3,56 bilhões. Os números foram divulgados pela companhia após o fechamento do mercado desta quinta-feira (13).
Segundo a CPFL Energia, o aumento do lucro refletiu principalmente o desempenho operacional e a redução da alíquota efetiva de impostos, que passou de 32,6% para 25,5%. Esses efeitos compensaram a elevação das despesas financeiras líquidas.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 986 milhões, uma piora de 47,9%. As despesas com a dívida líquida aumentaram 27%, para R$ 1,07 bilhão, devido ao crescimento do endividamento e à variação do IPCA.
“Chegamos ao fim de mais um semestre com resultados consistentes e robustos, refletindo nossa eficiência operacional e o aumento do consumo de energia em nossas áreas de concessão. No trimestre, alcançamos um Ebitda de R$ 3,6 bilhões, crescimento de 17,4%, enquanto o lucro líquido atingiu R$ 1,4 bilhão, aumento de 21,3%”, afirmou Gustavo Estrella, presidente da CPFL Energia.
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Consumo e transmissão impulsionam resultado
O consumo de energia nas áreas de concessão da CPFL aumentou 4% no segundo trimestre. A classe residencial apresentou expansão de 6%, enquanto o consumo comercial avançou 10,7%, impulsionado, entre outros fatores, pela demanda dos data centers.
O consumo de energia por data centers cresceu 35,8% na comparação anual. O segmento de distribuição registrou Ebitda de R$ 2,3 bilhões, alta de 11,4%, favorecido pelo maior volume de vendas e pelos reajustes inflacionários aplicados à parcela B das distribuidoras.
A provisão para devedores duvidosos, entretanto, aumentou R$ 26,2 milhões. O indicador equivalente à relação entre PDD e receita bruta de fornecimento alcançou 1,08%, ante 0,82% no segundo trimestre de 2025.
Na transmissão, o Ebitda contábil avançou 134,2%, para R$ 400 milhões. Parte da variação decorre de diferenças entre os critérios IFRS e regulatório e da base comparativa afetada pelos ajustes relacionados à Rede Básica do Sistema Existente. Pelo critério regulatório, o crescimento foi de 9,1%.
Já o volume de energia gerado recuou 22,1%, diante do desempenho mais fraco dos parques eólicos. As restrições de geração, conhecidas como curtailment, representaram 25% da geração potencial. Apesar disso, o Ebitda de geração e gestão de energia cresceu 4,1%, para R$ 767 milhões, beneficiado por reajustes contratuais e pelo recebimento de R$ 34 milhões de um seguro relacionado à usina de Ceran.
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Dívida líquida sobe 19,2%
A dívida líquida alcançou R$ 32,52 bilhões ao final de junho, aumento de 19,2% em relação ao ano anterior. A alavancagem passou de 2,07 para 2,36 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda.
“Encerramos o período com liquidez adequada e alavancagem de 2,36 vezes dívida líquida sobre Ebitda, no critério de medição dos compromissos financeiros, patamar compatível com a estratégia da companhia, preservando a capacidade de investimento e a solidez financeira necessárias para sustentar nosso plano de crescimento”, afirmou Estrella.
Os investimentos da CPFL somaram R$ 1,53 bilhão no trimestre, crescimento anual de 7,4%. Desse total, aproximadamente R$ 1,2 bilhão foi direcionado ao segmento de distribuição e R$ 211 milhões ao negócio de transmissão. Para 2026, a companhia estima realizar R$ 6,5 bilhões em investimentos.






