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Com guerra no radar, bolsas de valores asiáticas têm movimento misto

Com guerra no radar, bolsas de valores asiáticas têm movimento misto

As bolsas de valores da Ásia encerraram a sessão desta segunda-feira (16) sem direção única, refletindo a cautela dos investidores

As bolsas de valores da Ásia encerraram a sessão desta segunda-feira (16) sem direção única, refletindo a cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio e da disparada dos preços do petróleo, que permanecem acima de US$ 100 o barril. O conflito entrou na terceira semana, elevando preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia e na estabilidade das cadeias logísticas internacionais.

A pressão sobre o mercado de petróleo tem sido impulsionada por ataques a rotas marítimas e a infraestruturas energéticas próximas ao Estreito de Ormuz, uma das passagens estratégicas mais importantes do comércio mundial de energia.

No fim de semana, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump elevou o tom ao ameaçar realizar novos ataques contra o principal centro de exportação de petróleo do Irã.

Nesse cenário, os principais índices asiáticos apresentaram desempenho misto. No Japão, o índice Nikkei 225 recuou 0,13%. Em contrapartida, na Coreia do Sul, o KOSPI avançou 1,14%, apoiado por ganhos em ações de tecnologia e exportadoras. Já na China, os mercados tiveram desempenho dividido: o Shanghai Composite caiu 0,26%, enquanto o Shenzhen Component Index registrou leve alta de 0,19%.

Em Hong Kong, o Hang Seng Index subiu 1,45%, com investidores aproveitando oportunidades em ações que haviam recuado nas sessões anteriores. Já em Taiwan, o TAIEX recuou 0,45%.

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Europa

As bolsas europeias iniciaram o pregão desta segunda-feira em queda, pressionadas pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela persistência dos preços elevados do petróleo no mercado internacional.

O índice STOXX Europe 600 recuava cerca de 0,4% em Londres, com a maioria dos setores e das principais bolsas do continente operando no campo negativo. Empresas ligadas ao consumo e à indústria estavam entre as mais pressionadas, refletindo temores de custos mais altos de energia e transporte.

Entre os principais mercados da região, o índice FTSE 100, do Reino Unido, registrava queda de cerca de 0,4%. Na Alemanha, o DAX também recuava aproximadamente 0,4%, acompanhando o movimento de aversão ao risco observado nos mercados globais.

Na França, o índice CAC 40 apresentava perdas mais acentuadas, com baixa próxima de 0,6%. Já na Itália, o FTSE MIB registrava a maior queda entre as principais bolsas europeias, recuando mais de 1% no início das negociações.