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BRB rebate reportagens sobre Master e Reag e diz à CVM que notícias não refletem os fatos

BRB rebate reportagens sobre Master e Reag e diz à CVM que notícias não refletem os fatos

Banco respondeu, na noite de quarta-feira (8), a reportagens da CNN Brasil, do Valor Econômico e do Metrópoles e afirmou que informações tratadas como definitivas ainda estão sob análise técnica

O Banco de Brasília (BRB) (BSIL4) divulgou, na noite de quarta-feira (8), três comunicados ao mercado em que rebateu reportagens da CNN Brasil, do Valor Econômico e do Metrópoles sobre operações envolvendo o Banco Master e fundos ligados à Reag.

Nas manifestações enviadas à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a instituição afirmou que as notícias não refletem adequadamente os fatos e tratam como definitivas informações que ainda estariam sob análise técnica.

As respostas foram apresentadas após ofícios da CVM encaminhados ao banco em 7 de abril, data em que as reportagens foram publicadas. Nos documentos, a autarquia questionou se o conteúdo divulgado pela imprensa era verídico e, em caso positivo, por que o BRB não teria tratado o tema como fato relevante.

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BRB contesta versão sobre governança e compra de ativos do Master

Na reportagem da CNN Brasil, publicada na terça-feira (7), a emissora informou que e-mails reunidos em auditoria independente apontariam pressão do ex-presidente Paulo Henrique Costa e do ex-diretor financeiro Dario Oswaldo de Garcia Junior para recapitalizar o banco e aprovar a compra de ativos problemáticos do Master.

O texto também citou suposta triangulação de recursos entre as instituições e alegações de desrespeito à governança interna.

“As informações nela contidas decorrem de interpretações de terceiros e não correspondem a manifestações formais ou conclusivas da Companhia”, afirmou o BRB, em comunicado ao mercado.

Já na resposta ao Valor Econômico, o banco contestou a reportagem segundo a qual teria aplicado desconto médio de quase 15% sobre ativos herdados do Master após a troca de carteiras consideradas fraudulentas. A publicação informou que ativos contabilizados em R$ 12,738 bilhões passaram a R$ 10,885 bilhões após o deságio.

O BRB afirmou, por sua vez, que a matéria apresentou como definitivos percentuais, valores e conclusões que não corresponderiam a informações oficialmente divulgadas ou a registros contábeis definitivos.

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No caso do Metrópoles, a reportagem afirmou que o BRB comprou R$ 1,5 bilhão em ativos do Master investidos em fundos administrados pela Reag, mesmo após alertas relacionados à Operação Carbono Oculto. O texto citou operações aprovadas em 2025, pareceres internos de risco e a aquisição de estruturas classificadas como “fundo sobre fundo”.

Em resposta, o banco disse que a matéria não refletiu adequadamente a natureza, a estrutura e a dinâmica das operações mencionadas.

Nos comunicados sobre as reportagens do Valor e do Metrópoles, o BRB sustentou ainda que, por se tratar de fatos pretéritos, sem ato novo ou efeito concreto e imediato, o conteúdo noticiado não configura fato relevante nos termos da regulamentação aplicável.

No caso da manifestação sobre a CNN, o banco afirmou que menções a supostas irregularidades e a apurações internas ainda dependem de validação pelos órgãos competentes.

“Parte das informações decorre de dados encaminhados à CVM em caráter preliminar e sob sigilo, no âmbito de análises técnicas ainda em curso”, afirmou o BRB, em outra manifestação ao mercado.